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Trump afirma que Lula pediu para ele não tomar partido nas eleições


Trump afirma que Lula pediu neutralidade na eleição brasileira (Foto: Instagram)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta 5ª feira (29.out.2026) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que ele não tomasse partido nas eleições presidenciais brasileiras. Trump disse que esse pedido o levou a não se posicionar sobre a disputa, que voltou a chamar de “estranha”, sem apresentar provas.

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Ao falar com jornalistas, Trump disse que acompanhou a eleição e deixou que o processo seguisse sem seu apoio a qualquer lado. Também classificou o resultado como um grande constrangimento para o povo brasileiro e afirmou que o atual presidente havia solicitado sua neutralidade.

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Trump declarou que pretende conversar com Lula, mas não respondeu se reconhece a vitória do petista. Na mesma fala, voltou a criticar o processo eleitoral do Brasil, descreveu a votação como “vergonhosa” e mencionou o desempenho do mercado financeiro. Segundo ele, o mercado despencou, o que, em sua avaliação, reforçaria a dimensão negativa do episódio para o país.

O republicano também tem evitado apoiar a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresentou como o “verdadeiro presidente” do Brasil. Questionado sobre o assunto, Trump disse que não queria se pronunciar sobre o caso.

Em um discurso publicado nas redes sociais, Flávio, derrotado no 2º turno da eleição presidencial de domingo (25.out), declarou inicialmente ser o “verdadeiro presidente eleito”. Cerca de uma hora depois, modificou o texto e passou a se definir como “líder do Brasil”.

A declaração foi feita no mesmo dia em que Flávio e familiares chegaram a Miami, após deixarem o Brasil. Na noite de 3ª feira (27.out), o senador atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião privado em Puerto Iguazú. A viagem teve uma escala no Equador antes da chegada aos Estados Unidos.

Flávio saiu do país um dia depois de receber uma intimação da Polícia Federal para entregar os passaportes comum e diplomático. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o congressista de deixar o território brasileiro.

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