
Donald Trump evitou comentar a declaração de Flávio Bolsonaro, que se autodenominou “verdadeiro presidente” do Brasil após ser derrotado na eleição. (Foto: Instagram)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), evitou apoiar a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil. Questionado por um jornalista nesta quarta-feira (28.out.2026), Trump afirmou que não queria comentar o assunto.
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Em discurso divulgado nas redes sociais, Flávio, derrotado no segundo turno da eleição presidencial de domingo (25.out.2026), afirmou inicialmente ser o “verdadeiro presidente eleito”. Cerca de uma hora depois, alterou o texto e passou a se definir como “líder do Brasil”.
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“Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, declarou Trump a jornalistas. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que Flávio e familiares chegaram a Miami, nos Estados Unidos, após o senador deixar o Brasil.
Na noite de terça-feira (27.out), Flávio atravessou a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião privado em Puerto Iguazú. A viagem incluiu uma escala no Equador antes da chegada aos Estados Unidos. Ele deixou o país um dia depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes comum e diplomático.
A entrega dos documentos foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também havia proibido o senador de sair do território brasileiro. Mais cedo na quarta-feira, Flávio e aliados divulgaram uma carta em que ele se dizia o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, além de agradecer a líderes internacionais, incluindo Trump. Posteriormente, o texto foi alterado para chamá-lo de “líder”.
Mesmo após a mudança, Flávio manteve a alegação de que houve fraude no segundo turno, em que foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador não apresentou provas para sustentar a afirmação. Seu principal argumento envolve a ampliação do horário de votação no domingo (25.out).
A prorrogação foi determinada pelo ministro do STF Cristiano Zanin, que estendeu a votação das 17h às 19h por causa de problemas de transporte e chuvas. A decisão respondeu a um pedido do PT, mas a própria campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou a extensão. Depois das 17h, foram registrados apenas 34.808 votos no segundo turno.
