União Brasil deve liberar filiados para integrar o governo Lula

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União Brasil deve liberar filiados para integrar o governo Lula e reabrir o diálogo com o Planalto. (Foto: Instagram)

A direção do União Brasil pretende autorizar seus filiados a participar do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mudança deve ser anunciada na próxima semana pelo presidente da sigla, Antônio Rueda, conforme integrantes da cúpula partidária ouvidos sob reserva. A decisão busca reabrir conversas com o Planalto.

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A liberação ocorre depois de o partido romper com o governo federal e migrar para a oposição. A legenda também havia apoiado Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Com a nova orientação, o União Brasil pretende facilitar o diálogo entre o Planalto e diferentes grupos internos.

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O União Brasil integra, ao lado do PP, a federação União Progressista, que foi o primeiro grupo a declarar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Em setembro de 2025, a federação deixou o governo Lula e orientou que filiados com mandato se afastassem de cargos na administração federal.

A decisão provocou divergências dentro do União Brasil. Celso Sabino, então ministro do Turismo, resistiu a deixar o cargo e acabou expulso da sigla, filiando-se depois ao PDT. Na sequência, houve uma mudança no comando do ministério para manter o apoio da ala governista do partido.

Após a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, esperava-se que União Brasil e PP recebessem espaço no governo, inclusive na pasta da Segurança Pública. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) era cotado para o posto. Depois da virada de Lula, o União Brasil passou a trabalhar pela reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado.

Alcolumbre conta com o apoio do governo e de Rueda para permanecer no cargo, mas enfrenta pressão do PL. O partido quer comandar o Senado para barrar pautas do governo Lula e avançar com o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Dirigentes do União Brasil também afirmam que a sigla busca se reposicionar como uma alternativa de centro, distante do bolsonarismo.

Até o momento, não houve tratativas concretas sobre a participação do União Brasil no governo, embora a expectativa seja de que o partido receba espaços na Esplanada. O PP, presidido por Ciro Nogueira, ainda não definiu qual caminho seguirá. Na mesma semana, Gilberto Kassab, presidente do PSD, liberou sua legenda, que ficou neutra na eleição presidencial e também espera ser contemplada na divisão de cargos do governo.