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Volkswagen promete proteger o Brasil enquanto fecha fábricas na Europa


A Volkswagen planeja fechar quatro fábricas na Alemanha e cortar 50 mil postos de trabalho, mas afirma que as operações no Brasil não serão afetadas. A montadora aposta na produção local e no desenvolvimento de modelos voltados a cada mercado. (Foto: Instagram)

A Volkswagen planeja fechar quatro fábricas na Alemanha e eliminar 50 mil postos de trabalho, equivalentes a 8% de seu quadro de funcionários. Apesar da crise global, a direção da montadora afirma que o Brasil não será afetado. A empresa aposta na produção local e no desenvolvimento de modelos para diferentes mercados.

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Kai Grünitz, membro do conselho da marca Volkswagen, afirmou em entrevista à imprensa brasileira que a companhia quer ampliar o desenvolvimento e a produção em cada região. Segundo ele, não faria sentido manter uma estrutura tão grande na Alemanha e cortar empregos em países como o Brasil. Grünitz reconheceu que se trata de uma conversa difícil, mas necessária.

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O executivo considera estável a situação das fábricas brasileiras. A Volkswagen produz veículos na Anchieta, no ABC Paulista, em Taubaté (SP) e em São José dos Pinhais (PR). A empresa também fabrica motores em São Carlos, no interior de São Paulo. Até setembro de 2026, vendeu 350,6 mil carros no país e manteve a vice-liderança em emplacamentos. O resultado ficou 16,3% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, acompanhando o crescimento do mercado.

Grünitz disse que a empresa sabe enfrentar crises e citou episódios anteriores. Nos anos 1970, a crise do petróleo levou a demissões e gerou previsões de que a Volkswagen poderia chegar ao fim, o que não ocorreu. Na década de 1990, problemas de eficiência interna e a chegada de concorrentes coreanos e japoneses também provocaram dificuldades, posteriormente superadas.

Na avaliação do executivo, o momento atual tem semelhanças com esses períodos, mas traz novos desafios: a concorrência de fabricantes chineses e a necessidade de adaptar os produtos a cada região. Segundo ele, já não existe um único carro que atenda bem a todos os mercados. Grünitz reconheceu que os veículos chineses conquistaram espaço por oferecerem bom retorno aos compradores.

A velocidade de desenvolvimento também é um ponto de atenção. Projetos da Volkswagen levavam mais de 52 meses, enquanto fabricantes chineses conseguem criar um novo modelo em menos de 18 meses. A empresa está reduzindo esse prazo. Para superar a fase desafiadora, Grünitz defende criar produtos fáceis de fabricar, com design e tecnologia inovadores, citando o Golf como exemplo. Agora, porém, a montadora precisa acelerar o ritmo, pois o tempo pode influenciar sua posição no mercado.

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