Acidente aéreo da TAM em Congonhas completa 30 anos e matou 99 pessoas

Posted by

–


Acidente do voo 402 da TAM completa 30 anos neste sábado (31). (Foto: Instagram)

O voo 402 da TAM caiu em 31 de outubro de 1996, 24 segundos depois de decolar do Aeroporto de Congonhas com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O Fokker 100 atingiu casas no Jabaquara, na zona sul de São Paulo. O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que a abertura inesperada do reversor de empuxo do motor direito deu início à tragédia. O acidente completa 30 anos neste sábado (31).

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Das 99 vítimas, 95 estavam a bordo: 89 passageiros e seis tripulantes. As outras quatro pessoas morreram nas ruas atingidas pela queda, na região da Rua Luís Orsini de Castro, a cerca de dois quilômetros do aeroporto. O impacto destruiu imóveis residenciais e provocou um incêndio na aeronave.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Na época, o acidente foi considerado o segundo maior da aviação brasileira e permanece como o mais letal envolvendo um Fokker 100. O avião era pilotado por José Antônio Moreno, de 35 anos, que acumulava 9 mil horas de voo, sendo 3 mil nesse modelo. O copiloto, Ricardo Luís Gomes Martins, tinha 28 anos e 4 mil horas de experiência.

A investigação foi concluída em dezembro de 1997, pouco mais de um ano após a queda. De acordo com o Cenipa, o reversor de empuxo — equipamento destinado a ajudar a reduzir a velocidade durante o pouso — foi acionado indevidamente quando o avião tentava subir. O dispositivo abriu e fechou repetidas vezes, prejudicando o desempenho da aeronave.

Os pilotos não receberam os alertas esperados e, inicialmente, interpretaram o problema como uma falha no sistema de aceleração automática. O relatório também apontou questões de projeto e dificuldades da tripulação para reconhecer e enfrentar a emergência. Os pilotos não tinham treinamento específico para uma situação como aquela durante a decolagem.

Após a apuração, o Cenipa recomendou medidas de segurança relacionadas aos sistemas da aeronave, ao treinamento dos pilotos e aos procedimentos operacionais. A tragédia também afetou moradores do bairro. Em entrevista à Agência Brasil, em 2021, o jornalista Jorge Tadeu da Silva relatou que parte do avião atingiu a casa de seus pais. A família sobreviveu, mas teve de reconstruir os imóveis e enfrentou dificuldades para obter indenização.

O acidente também reacendeu o debate sobre a segurança de aeroportos cercados pelo crescimento urbano. Em Congonhas, áreas residenciais ficam próximas às rotas de pouso e decolagem, uma preocupação relacionada às consequências da queda.