
Valor de mercado das empresas listadas na B3 caiu R$ 948,82 bilhões em cinco pregões, entre 23 e 30 de outubro, uma retração de 16,41%. (Foto: Instagram)
O valor de mercado das companhias listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) recuou R$ 948,82 bilhões em cinco pregões, entre 23 e 30 de outubro. A queda de 16,41% ocorreu na semana seguinte à reeleição de Lula, segundo cálculos baseados nos dados diários divulgados pela Bolsa.
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O montante total passou de R$ 5,780 trilhões em 23 de outubro para R$ 4,831 trilhões na sexta-feira (30.out). A redução representa a desvalorização das empresas negociadas na Bolsa brasileira, mas não significa que R$ 948,82 bilhões tenham sido efetivamente retirados do mercado por investidores.
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O valor de mercado é calculado pela multiplicação do preço das ações pela quantidade de papéis de cada companhia. O levantamento abrange as 342 empresas listadas na B3. No total geral, a queda foi de R$ 948,82 bilhões, ou 16,41%; no IBrX 100, de R$ 869,69 bilhões (16,26%), de R$ 5,347 trilhões para R$ 4,477 trilhões; e, no Ibovespa, de R$ 817,32 bilhões (15,87%), de R$ 5,150 trilhões para R$ 4,332 trilhões.
Os valores do Ibovespa e do IBrX 100 fazem parte do total geral da B3. Como os índices reúnem carteiras de ações que se sobrepõem, as respectivas perdas não devem ser somadas. As companhias fora do Ibovespa perderam R$ 131,50 bilhões, recuo de 20,86% em relação a 23 de outubro. Já as empresas que não integram o IBrX 100 tiveram perdas de R$ 79,13 bilhões. Os números são do levantamento da Bolsa, que apresenta valores diários para as carteiras do IBOV, do IBXX e para o conjunto de empresas listadas; o histórico pode ser consultado nos boletins diários, por pregão.
Em dólares, o valor de mercado das companhias caiu 21,64%, de US$ 1,147 trilhão em 23 de outubro para US$ 899,03 bilhões em 30 de outubro, uma perda de US$ 247,97 bilhões. A retração foi maior do que em reais porque a conversão também reflete a desvalorização da moeda brasileira frente à norte-americana. No período, o Ibovespa recuou 21,13%, de US$ 1,022 trilhão para US$ 806,20 bilhões, enquanto o IBrX 100 caiu 21,50%, de US$ 1,061 trilhão para US$ 833,14 bilhões.
O Ibovespa reúne ações de empresas entre as mais negociadas do mercado brasileiro e concentra companhias de grande porte e alta liquidez. Seus integrantes correspondiam a 89,09% do valor total da B3 em 23 de outubro e passaram a representar aproximadamente 89,7% em 30 de outubro. O IBrX 100, formado pelos 100 ativos de maior negociabilidade da Bolsa, representava 92,7% do total nessa última data, equivalente a R$ 4,477 trilhões. As empresas do Ibovespa responderam por R$ 817,32 bilhões, ou 86,1% da perda semanal da B3; os R$ 131,50 bilhões restantes foram registrados por companhias fora do índice.
A queda ocorreu na semana posterior ao segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro, e foi acompanhada por uma reavaliação dos ativos brasileiros. Investidores revisaram suas expectativas para as políticas econômica e fiscal do país. Parte do mercado apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo programa econômico era considerado mais favorável ao controle dos gastos públicos e ao ajuste fiscal.
A expectativa era que a contenção de despesas ajudasse a estabilizar a dívida pública, diminuísse a percepção de risco fiscal e abrisse espaço para juros menores no longo prazo. Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investidores passaram a questionar o compromisso do próximo mandato com esse tipo de ajuste, elevando a cautela em relação aos ativos brasileiros.
