
Flávio Bolsonaro afirma que está disposto a disputar novamente a Presidência antes de 2030. (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse na noite de 6ª feira (30.out.2026) que está disposto a disputar novamente a Presidência da República antes de 2030. A declaração foi feita em uma transmissão ao vivo no Instagram, sua 1ª aparição em vídeo desde que deixou o Brasil, na 3ª feira (27.out), apesar de uma ordem judicial que o proibia de sair do país. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui, pronto. Inclusive, se for preciso para disputar a Presidência da República de novo”, afirmou. Ele acrescentou que não se referia a 2030, mas a uma data anterior, sem explicar em que situação poderia haver uma nova eleição.
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Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno, Flávio também questionou indiretamente a legitimidade dos votos do adversário. Na live, disse que seus quase 60 milhões de votos vieram de “eleitores reais”, mas não apresentou provas de fraude ou compra de votos. Lula foi reeleito em 25 de outubro, com 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. O PL reconheceu oficialmente o resultado anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
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As declarações sobre uma possível eleição antecipada ocorreram após manifestações de outras figuras políticas. Na 5ª feira (29.out), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu que poderá disputar a Presidência em 2030. Em entrevista ao Estadão, afirmou que concluir bem seu 2º mandato “obviamente abre uma possibilidade”, mas ressaltou que uma eventual candidatura seria discutida em grupo.
Horas antes da transmissão de Flávio, na 6ª feira (30.out), o jornalista Paulo Figueiredo, aliado do senador, também defendeu eleições antes de 2030. Em publicação no X, afirmou que era “bobagem” dizer que Flávio seria candidato em 2030 e declarou esperar que novas eleições ocorressem muito antes, para que o povo votasse em “BOLSONARO” novamente. Ele acrescentou que seria preciso assegurar que o pleito fosse limpo. Nem Figueiredo nem Flávio explicaram como a próxima eleição presidencial poderia ser antecipada.
Flávio deixou o Brasil na 3ª feira (27.out), apesar de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ordenava a apreensão de seus passaportes e o proibia de viajar ao exterior. Durante a live, contou que partiu para os Estados Unidos com a mulher, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas. Segundo ele, decidiu sair depois de ser intimado sobre a ordem judicial durante uma visita ao pai, Jair Bolsonaro (PL), na 2ª feira (26.out). “Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou.
O senador afirmou que pretende seguir exercendo sua liderança política dos Estados Unidos. Também reiterou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado. A indicação já havia sido anunciada em uma carta divulgada na 4ª feira (28.out), depois de Flávio deixar o país. Na avaliação do senador, o Congresso Nacional, sobretudo o Senado, será a principal frente de atuação da oposição ao governo Lula.
