Em meio a polêmicas, Lula deve convidar Milei e Trump para a posse

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Lula pretende convidar Donald Trump e Javier Milei para sua cerimônia de posse, marcada para 5 de janeiro de 2027, em Brasília. (Foto: Instagram)

Lula pretende convidar Donald Trump e Javier Milei para a cerimônia de posse de seu novo mandato, marcada para 5 de janeiro de 2027, em Brasília. O gesto busca sinalizar disposição para superar divergências políticas, embora os presidentes dos Estados Unidos e da Argentina ainda não tenham reconhecido publicamente a reeleição do petista.

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As relações do Brasil com os dois países atravessam um período de tensão, marcado por diferenças políticas e declarações feitas durante a campanha eleitoral. Mesmo nesse contexto, o presidente reeleito avalia que o convite pode abrir espaço para uma aproximação diplomática.

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A intenção do governo brasileiro é convidar todos os chefes de Estado com os quais o país mantém relações diplomáticas. Por esse motivo, Trump e Milei deverão receber o convite oficial para a solenidade, embora a presença dos dois ainda não esteja confirmada e dependa de uma resposta.

A mudança da data da posse, normalmente realizada em 1º de janeiro, foi aprovada pelo Congresso Nacional. A cerimônia ocorrerá em 5 de janeiro para facilitar a participação de autoridades estrangeiras, que costumam ter dificuldades para viajar durante as festas de fim de ano.

Antes da posse, Lula também poderá encontrar os dois presidentes em compromissos internacionais previstos para dezembro, entre eles a Cúpula do Mercosul e o encontro do G20. Até a divulgação das informações sobre os convites, Trump e Milei não haviam parabenizado Lula pela reeleição e haviam demonstrado proximidade política com a família Bolsonaro durante o período eleitoral.

A relação entre Lula e Milei é marcada por divergências ideológicas e trocas de críticas. O governo brasileiro não espera uma melhora significativa no relacionamento com o presidente argentino, que terá um novo processo eleitoral em seu país no próximo ano. Em relação aos Estados Unidos, integrantes do governo avaliam que Trump poderá adotar uma postura mais pragmática depois das eleições de meio de mandato norte-americanas.

Além da iniciativa diplomática, Lula pretende retomar ainda em 2026 as negociações com o governo dos Estados Unidos para reduzir as tarifas impostas a produtos brasileiros. A avaliação é que uma aproximação entre os governos pode favorecer conversas comerciais, apesar das divergências recentes.