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FBI amplia atuação no Alasca diante de suspeita de articulação na disputa ao Senado


EUA ampliam investigação sobre suposta articulação democrata na disputa pelo Senado no Alasca. (Foto: Instagram)

A administração de Donald Trump ampliou as investigações criminais e civis sobre uma suposta articulação de democratas para lançar um candidato e interferir na disputa pelo Senado no Alasca. Na sexta-feira (30/10), o procurador federal do estado, Michael Heyman, afirmou que a repercussão de uma reportagem do The New York Times levou à ampliação dos recursos do FBI.

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Heyman disse que vários promotores foram designados para acompanhar o caso, que avança de forma “intensa e rápida”. “Todos os cidadãos do Alasca merecem uma eleição justa, e é isso que terão”, afirmou. Ele acrescentou que qualquer pessoa que tente enganar ilegalmente os eleitores e interferir na eleição terá de responder por isso.

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A reportagem mencionou integrantes da equipe de campanha de Mary Peltola e do braço de campanha do Partido Democrata para o Senado como supostos participantes do recrutamento de Daniel J. Sullivan Jr. O professor aposentado vive em uma remota vila de pescadores e teria sido chamado para concorrer. Peltola negou saber de qualquer iniciativa para recrutá-lo.

O Comitê Democrata de Campanha para o Senado também negou participação na articulação. Sullivan, por sua vez, afirmou que não coordenou sua candidatura com a campanha da parlamentar. “Estou profundamente ofendida por essas acusações de envolvimento com a candidatura de outra pessoa”, declarou.

No Alasca, o sistema eleitoral leva os quatro candidatos mais votados à eleição geral, independentemente do partido. Assim, os dois concorrentes chamados Dan Sullivan estão na cédula que será apresentada aos eleitores em novembro. O senador republicano Dan S. Sullivan busca a reeleição contra Mary Peltola e outros dois candidatos; Daniel J. Sullivan, o professor aposentado, também aparece entre as opções.

Uma semana antes, o órgão havia recorrido à Justiça para tentar impedir a certificação do resultado caso o senador republicano perca por uma margem inferior ao total de votos recebido por seu homônimo. Questionado sobre a medida, Trump assumiu a responsabilidade: “Fui eu quem disse para fazer isso”.

A disputa no Alasca acontece em meio à tensão das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as midterms, marcadas para terça-feira (3/11).

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