
Flávio Bolsonaro questiona no STF a atuação de Alexandre de Moraes e pede revisão das restrições de viagem. (Foto: Instagram)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abriu uma nova frente de disputa no Supremo Tribunal Federal após viajar aos Estados Unidos. Em três petições apresentadas na noite de sexta-feira (30), sua defesa questionou a atuação de Alexandre de Moraes em uma investigação e pediu a revisão das restrições impostas ao parlamentar.
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Os pedidos tratam da condução de uma apuração e das medidas que determinaram o recolhimento dos passaportes de Flávio e o proibiram de deixar o país. A apresentação das petições, por si só, não suspende as decisões: qualquer mudança depende de análise do Supremo.
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Em um dos documentos enviados ao presidente do STF, Edson Fachin, os advogados defendem que André Mendonça assuma a investigação sobre a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz. A defesa argumenta que Mendonça já acompanha apurações ligadas à Operação Sem Desconto e à estrutura atribuída a Willer.
Para justificar a transferência, os advogados invocam a prevenção, regra que define qual magistrado deve conduzir procedimentos relacionados entre si. Em outra petição, também contestam a imparcialidade de Moraes. Essa alegação da defesa ainda será avaliada pelo tribunal.
O terceiro pedido foi dirigido ao próprio Moraes e solicita a revisão das restrições de viagem. A defesa afirmou estar disposta a colaborar e a comparecer aos atos para os quais Flávio for convocado. O senador e Willer negam irregularidades, e os advogados contestam elementos usados para fundamentar as medidas cautelares.
A Polícia Federal apura as circunstâncias da saída de Flávio do Brasil e informou não ter localizado registro da passagem do senador pelos postos migratórios brasileiros. Ele cruzou a fronteira com a Argentina na terça-feira (27) e, depois, embarcou com a família em um avião particular com destino aos Estados Unidos. A corporação investiga possível descumprimento das ordens judiciais, mas ressaltou que restrições a documentos de viagem, isoladamente, não tornam alguém foragido nem autorizam prisão automática.
