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Ibovespa cai 18% em uma semana e registra pior resultado desde 2020


Ibovespa cai 18,12% em uma semana e registra pior resultado desde março de 2020. (Foto: Instagram)

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, caiu 18,12% na semana encerrada nesta sexta-feira (30). Foi o pior desempenho semanal desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19. No último pregão, o índice recuou 0,75%, fechou aos 167.921,80 pontos e completou cinco sessões seguidas de perdas.

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A desvalorização ganhou força após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). O resultado levou investidores a manifestar preocupação com o caminho das contas públicas e com a condução da política econômica nos próximos anos.

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A queda mais acentuada ocorreu na segunda-feira (26), primeiro dia de negociações após a eleição. O Ibovespa perdeu 13,88%, sua maior baixa diária desde março de 2020. A oscilação provocou a suspensão temporária das negociações por meio do circuit breaker, mecanismo acionado quando as perdas chegam a determinados limites.

O recuo de 18,12% na semana também colocou o período entre as quedas mais expressivas desde o Plano Real. Em março de 2020, no início da pandemia, o índice havia caído 18,88% em uma semana.

O cenário externo também contribuiu para a cautela no mercado. Entre os fatores acompanhados pelos investidores estão as decisões sobre juros nos Estados Unidos e na Europa, as tensões geopolíticas, os resultados das empresas e as preocupações com o ritmo da economia global. A consultora de investimentos Karen Focchesatto afirma que, em momentos de maior incerteza, investidores costumam buscar ativos considerados mais seguros e diminuir a exposição à renda variável.

No Brasil, as atenções se voltam para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros, a Selic. O encontro está previsto para os dias 3 e 4 de novembro. A decisão será acompanhada em meio às expectativas sobre inflação, atividade econômica e política fiscal, fatores que influenciam as projeções para os próximos movimentos da Bolsa.

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