
O gesto em forma de L associado a Lula foi reproduzido por políticos e manifestantes de esquerda em países como México, Espanha, Chile, Itália, França e Líbano. (Foto: Instagram)
O gesto de fazer a letra L, associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a ser reproduzido por políticos e manifestantes de esquerda em países como México, Espanha, Líbano, Chile, Itália e França. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também fez o sinal, que vem sendo apresentado por apoiadores como símbolo de esperança e de luta política.
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Em Barcelona, na Espanha, Ada Colau, primeira mulher eleita prefeita da cidade, fez o L durante um discurso. “Pela esperança. Palestina livre, por Lula no Brasil, pela esperança”, declarou. O gesto também foi associado a uma mensagem antifascista por apoiadores que divulgaram a fala.
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No Chile, parlamentares reproduziram o sinal no Congresso para comemorar a vitória eleitoral de Lula. Na França, apoiadores fizeram o L e, em seguida, transformaram o gesto em M, em referência a Jean-Luc Mélenchon. Na Itália, manifestantes contrários à extrema direita também adotaram o símbolo. No Líbano, pessoas celebraram a reeleição de Lula fazendo o L, em meio a um contexto de ataques israelenses no país.
Lula foi reeleito presidente em 25 de outubro, após vencer Flávio Bolsonaro (PL). Para apoiadores, a difusão do gesto em diferentes países mostra que o presidente brasileiro se tornou uma referência política para além do Brasil, e o L passou a ser associado a ideias de democracia, luta e esperança.
Além do gesto, grupos de esquerda em outros países também se inspiraram no canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A estratégia é organizar apoiadores em grupos e canais de mensagens digitais para ampliar a circulação de conteúdos políticos, mobilizar militantes e reforçar a presença de candidatos e lideranças nas plataformas.
Na Argentina, o Ejército del Peronismo, ligado à ala jovem e mais à esquerda do Peronismo — principal força de oposição ao presidente Javier Milei —, aumentou de 41.000 para 60.000 integrantes, crescimento de 46,34%. Na França, o L’équipe de Mélenchon officielle, canal de apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, fundador da LFI (França Insubmissa), passou de 57.000 para 147.000 participantes, alta de 157,89%.
Na Espanha, o La fuerza de la gente, criado em apoio ao primeiro-ministro Pedro Sánchez, do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), cresceu 68%, de 25.000 para 42.000 integrantes. Os exemplos mostram que, além do símbolo visual, iniciativas de organização digital também vêm sendo adotadas por movimentos políticos de esquerda em outros países.
