
Lula quer vincular cargos no governo a compromissos de apoio no Congresso. (Foto: Instagram)
Na preparação de seu quarto mandato, Lula avisou auxiliares que a negociação com o centrão será mais rigorosa. Antes de qualquer nomeação, o Planalto pretende exigir que cada partido informe quantos votos poderá garantir no Congresso Nacional. A liberação de ministérios e cargos de segundo escalão ficará condicionada a um compromisso prévio de apoio nas votações.
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Após a eleição, integrantes do Palácio do Planalto avaliaram que Lula saiu “transformado” da disputa e quer alterar a maneira de negociar com as legendas. Na visão do governo, o resultado das urnas abriu espaço para estabelecer condições mais rígidas nas conversas com os partidos aliados.
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A nova postura também reflete a experiência do terceiro mandato. Na ocasião, partidos do centrão ocuparam ministérios importantes, mas seguiram votando contra propostas do governo tanto na Câmara quanto no Senado. Para evitar que isso se repita, o Planalto quer que cada legenda apresente uma estimativa precisa dos votos que pode assegurar.
Com essa espécie de cálculo antecipado, a ocupação de espaços na Esplanada dependerá da promessa formal de fidelidade nas votações. A estratégia busca aproximar os cargos oferecidos da sustentação que o governo efetivamente terá no Congresso Nacional.
As conversas para reaproximar o governo dos partidos já começaram por meio de interlocutores. Um dos primeiros procurados foi Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. A expectativa é que ele se reúna presencialmente com Lula depois do feriado para discutir as regras de governabilidade da próxima gestão.
Durante a campanha, a maior parte das siglas desse grupo apoiou Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. No início da transição, Lula pretende inverter essa lógica e vincular a participação dos partidos no governo ao apoio concreto que oferecerem nas votações do Congresso.








