
Lula deve ampliar a presença de mulheres e de partidos do Centrão na Esplanada em seu 4º mandato. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve aumentar a presença de mulheres e de partidos do Centrão na Esplanada dos Ministérios em seu 4º mandato. A nova composição também poderá incluir aliados derrotados nas eleições ou que ficarão sem mandato, enquanto Lula busca manter nomes de sua confiança.
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As negociações para substituir ministros ainda não começaram formalmente. Desde a vitória nas urnas, Lula tem tratado no Palácio da Alvorada de assuntos rotineiros, como a preparação de viagens internacionais, e deve retomar as articulações políticas na 5ª feira (5.nov.2026). Em troca de espaço no governo, o Planalto deverá cobrar fidelidade dos partidos. O PT pode perder participação geral, mas deve manter áreas estratégicas, como a Fazenda e a Casa Civil.
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Partidos do Centrão já reivindicam cargos. Silvio Costa Filho (Republicanos), por exemplo, é cotado para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A ampliação da participação dessas siglas busca ajudar Lula a construir uma base mais ampla no Congresso, cuja composição será mais à direita a partir de 2027. A presença feminina na Esplanada também é uma demanda apresentada ao presidente durante o mandato atual.
Até agora, não há sinal de que Lula queira diminuir o número de ministérios. O governo avalia, inclusive, criar uma pasta dedicada exclusivamente à Segurança Pública. Entre os nomes mencionados para o próximo mandato estão Fernando Haddad, Camilo Santana e Rafael Fonteles, todos do PT. São opções do próprio grupo político de Lula, que permitiriam preservar pessoas de confiança em postos estratégicos.
Haddad é considerado para a Casa Civil ou para o Ministério da Educação e também já foi citado para as Relações Exteriores. A expectativa, porém, é que o atual chanceler, Mauro Vieira, permaneça no cargo. Camilo também aparece como possibilidade para a Casa Civil. Fonteles, por sua vez, é cotado para a Fazenda e tem avaliação positiva entre integrantes do mercado financeiro e economistas. Celso Amorim deve continuar à frente da Assessoria Especial da Presidência da República.
A escolha para a área econômica está entre as principais pendências. Além de Fonteles, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) é mencionado para comandar a Fazenda, cuja definição será uma das decisões centrais da montagem da equipe. A tendência é que Lula inicie as escolhas por essa área. Embora defenda responsabilidade fiscal e diga ter aprendido com a mãe a gastar apenas o que recebe, no 3º mandato o presidente viu a expansão dos gastos pressionar as contas públicas e contribuir para o aumento da dívida federal.
A confiança e as relações pessoais também devem pesar nas decisões. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, é esperado no governo e é próximo do ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), a quem é atribuída sua indicação após a saída de Simone Tebet (PSB). Ela deixou a pasta para disputar uma vaga no Senado por São Paulo e não foi eleita. Moretti também conta com a confiança de Lula e é próximo do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. A permanência de Sidônio na Secom não está descartada, apesar de ainda não haver definição. Wolney Queiroz (PDT), da Previdência Social, e Luiz Marinho (PT), do Trabalho e Emprego, também são cotados para continuar.
A nova equipe poderá abrir espaço a aliados sem mandato a partir de 2027, incluindo Haddad, Gleisi Hoffmann (PT), Tebet, Marina Silva (Rede), Alexandre Silveira (PSD) e João Campos (PSB). Também estão nesse grupo políticos que deixaram de disputar eleições para permanecer no Executivo. É o caso de José Guimarães (PT), que desistiu de concorrer ao Senado pelo Ceará para assumir o Ministério das Relações Institucionais, além de outros integrantes da administração que optaram por seguir no governo.
