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MP-SP aponta amizade entre Renato Cariani e policial que teria favorecido empresário


MP-SP aponta possível favorecimento de Renato Cariani por policial civil e pede envio do caso à Corregedoria. (Foto: Instagram)

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou que Renato Cariani, influenciador digital e empresário de 50 anos, mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba. Segundo o órgão, a proximidade teria beneficiado Cariani durante as investigações. O MP-SP pediu o envio do material à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. Cariani é acusado de associação para o tráfico, tráfico de matérias-primas destinadas à produção de drogas e lavagem de dinheiro.

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De acordo com documento elaborado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), os dois trocavam mensagens sobre temas profissionais e pessoais. A promotoria citou pedidos de Dziuba relacionados à obtenção de suplementos para tratar o joelho e afirmou que o policial também recorria ao empresário para obter auxílio ou informações sobre fiscalizações de sua atribuição.

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O documento também aponta uma suposta interferência de Dziuba em um inquérito da Polícia Civil que tramitava na 2ª Vara Criminal de Diadema. A investigação apurava o desvio de insumos químicos faturados em nome da farmacêutica AstraZeneca. Segundo a promotoria, o policial, responsável por conduzir diligências, teria mantido Cariani informado sobre o andamento do caso e se colocado à disposição para que o depoimento do empresário fosse marcado sem pressa.

O MP-SP também afirma que Dziuba teria dito a Cariani que os investigadores estavam “de olho e orientando o escrivão”. Além disso, o policial teria repassado informações sobre veículos investigados, facilitado o agendamento de depoimentos e admitido que elaborou um relatório para “induzir o delegado a não fazer mais nada”. Com base nesses apontamentos, a promotoria solicitou que o material fosse encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

O pedido de condenação de Cariani foi enviado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em 21 de outubro. Se condenado, o influenciador poderá receber pena acumulada de 16 a 51 anos de reclusão em regime fechado. Ele responde ao processo em liberdade. A defesa do empresário, conduzida pelo advogado Aldo Romani Netto, foi procurada. A defesa de Dziuba não foi localizada.

Conforme a denúncia, a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa localizada em Diadema-SP da qual Cariani é sócio, teria simulado ao menos 59 vendas de insumos químicos para grandes multinacionais farmacêuticas, entre elas a AstraZeneca. A acusação sustenta que os produtos desviados teriam sido destinados à produção em larga escala de drogas sintéticas e ao refino de cocaína e crack.

Além de Cariani, o MP-SP pediu a condenação dos empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes da rede de desvio.

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