
Vídeos encontrados no celular de Fagner Campos Marinho, conhecido como “Bafo”, são apontados pelo Ministério Público como evidências de tortura e de tentativa de ocultar um corpo. (Foto: Instagram)
Fagner Campos Marinho, conhecido como “Bafo”, responde por associação ao tráfico de drogas e tortura em um caso ligado à Penha. Vídeos localizados em seu celular mostram uma vítima ferida e amarrada e, segundo o Ministério Público, sustentam a denúncia. Áudios também indicariam que ele deu instruções para ocultar um corpo.
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Fagner está entre os 99 detidos na Megaoperação Contenção, realizada em outubro de 2025. A investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) identificou em seu telefone uma gravação que, conforme o Ministério Público, fundamenta a acusação de tortura. O vídeo teria sido filmado em 30 de abril de 2025.
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Nas imagens, uma pessoa não identificada aparece amarrada, com ferimentos visíveis no rosto e no corpo. Durante a gravação, Fagner pergunta: “Quer morrer logo?”. O Ministério Público descreveu a agressão como um “castigo pessoal” e uma “medida de caráter preventivo” em benefício do Comando Vermelho.
Fagner é apontado como um dos seguranças pessoais de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, líder da facção. Em outro trecho do vídeo, ele afirma: “Tentou correr aqui, demos uma massagem nele aqui, tá ligado?”. A vítima, ferida e imobilizada, não reage. Após a investigação, a DRE o indiciou e o MPRJ apresentou denúncia. O processo tramita na 42ª Vara Criminal.
A apuração também identificou áudios em que Fagner supostamente orienta comparsas a se desfazerem de um corpo após um possível homicídio. Em uma das mensagens, ele chama o cadáver de “presunto” e diz: “Fala pra ele que é pra ele ver a melhor forma de mandar um carro aqui que nós vai deixar morto já lá atrás, que é pro cara ir lá pegar então”.
Segundo o Ministério Público, as gravações demonstram a brutalidade, a prática reiterada de crimes e a tentativa de ocultar o cadáver resultante da execução. Fagner está entre os 15 réus cujo julgamento já foi requisitado pelo órgão em um dos processos relacionados à megaoperação, que terminou com 122 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.
