
PT atribui reeleição de Lula à mobilização popular e à ampla aliança política e social (Foto: Instagram)
Em nota divulgada na 5ª feira (29.out.2026), a Comissão Executiva Nacional do PT atribuiu a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à mobilização popular e à ampla aliança social e política. Lula venceu com 51,8% dos votos válidos, ou 64 milhões, a maior votação nominal já recebida por um candidato à Presidência. O partido também destacou que a abstenção foi a menor desde 2006.
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Segundo a nota, entre os turnos Lula conquistou mais de 10 milhões de votos, avançou em todas as unidades da federação e virou o resultado em mais de 100 municípios; o adversário, em apenas um. O texto ressaltou a participação de jovens, estudantes, artistas, intelectuais, mulheres, pessoas LGBT, população negra, idosos e povos indígenas na defesa da democracia e dos direitos.
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A Executiva também elogiou o trabalho de militantes nas cidades, periferias e no interior, além da mobilização nas redes sociais. A nota citou o “Exército do Lula”, liderado por André Janones, e a atuação de comunicadores populares e apoiadores contra a desinformação. O partido afirmou que a vitória reuniu partidos aliados, movimentos populares, sindicatos e setores liberais, conservadores e da direita democrática.
Para o novo mandato, o PT defendeu mudanças estruturais e políticas de justiça social. Entre as prioridades mencionadas estão fortalecer o SUS, ampliar a educação em tempo integral e as creches, enfrentar a violência, acabar com a escala 6 X 1 e instituir tarifa zero no transporte. A nota também propôs reformas dos sistemas de Justiça e político-eleitoral, regulação democrática das grandes plataformas digitais e medidas para reduzir desigualdades e ampliar direitos trabalhistas.
O partido defendeu ainda uma estratégia de soberania digital e tecnológica, com investimentos em ciência, inteligência artificial e tecnologias nacionais, proteção de dados e ampliação do acesso digital. A Executiva afirmou que o governo deve manter diálogo com a sociedade e ampliar a participação popular nas decisões, incluindo por meio de orçamento participativo. A agenda anunciada prevê reunião do Diretório Nacional em 13 de novembro, atos do Novembro Negro em 20.nov e caravanas para a posse presencial em Brasília, marcada para 5 de janeiro de 2027.
A nota repudiou casos de violência e assédio eleitoral e orientou que denúncias fossem encaminhadas ao MPT. Também criticou questionamentos à legitimidade das urnas e reafirmou o compromisso com a ordem constitucional. O PT ainda mencionou a ida de Flávio Bolsonaro aos EUA dois dias após o resultado, uma carta em que ele se declarou “o verdadeiro presidente” e a defesa de interferência externa. O texto relacionou o episódio à contestação eleitoral de 2022 e afirmou que a posição de Donald Trump e a presença de Flávio Bolsonaro em território norte-americano exigem atenção.
