PT evita antecipar disputa pela sucessão de Lula e prioriza articulação no Congresso

Posted by

–


Aliados de Lula afirmam que é cedo para discutir a sucessão presidencial de 2030. A prioridade, dizem, é formar o governo, negociar com o Congresso e apresentar resultados. (Foto: Instagram)

A escolha dos futuros ministros do governo Lula 4, sobretudo para áreas estratégicas e sensíveis, já provoca especulações sobre possíveis nomes para a sucessão presidencial de 2030. Aliados do presidente, porém, consideram cedo discutir o tema e dizem que a prioridade agora é formar o governo, construir apoio no Congresso e executar políticas públicas.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Um integrante do PT afirmou que o próximo mandato deve se concentrar em apresentar resultados à população e discutir reformas. Entre os temas que, em sua avaliação, precisam entrar na agenda estão mudanças nas áreas política, eleitoral e do Judiciário. Ele ponderou que ainda é cedo para alguém se lançar ou debater a sucessão de Lula.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O mesmo parlamentar rejeitou que a escolha dos ministros seja guiada apenas pela divisão entre perfis técnicos e políticos. Para ele, a composição da Esplanada deverá levar em conta a correlação de forças no Congresso Nacional e a capacidade do governo de negociar com os partidos representados na Câmara e no Senado.

Enquanto evita projetar a disputa de 2030, o PT concentra parte de sua atenção na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. A escolha do comando da Casa é vista como um elemento importante das negociações que definirão a relação entre o Legislativo e o Executivo no próximo mandato.

O deputado Valmir Assunção (PT-BA) disse que o partido não deve participar de blocos parlamentares com o PL nem com o Novo, devido às divergências políticas e ideológicas que, segundo ele, existem entre essas siglas e os petistas. Na avaliação do deputado, a articulação para escolher o próximo presidente da Câmara deverá envolver outros partidos.

Assunção afirmou que a formação de uma maioria dependerá de acordos entre as legendas e defendeu que o candidato à presidência da Casa conduza as negociações. Ele também acredita que o governo tentará eleger alguém alinhado ao Executivo, embora reconheça que cabe ao Legislativo escolher seu próprio dirigente.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) apontou a articulação com o Congresso como outro desafio do próximo governo. Ele defendeu uma mudança na forma de negociar com os partidos e criticou o que considera uma submissão do Executivo a siglas capazes de fornecer votos para aprovar projetos. Ao explicar sua posição, mencionou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e disse que contar parlamentares aliados não basta para garantir governabilidade.

Solla avalia que ampliar concessões em troca de apoio não assegura estabilidade política. Para ele, a mobilização popular poderá pressionar o Congresso e ajudar a aprovar a agenda de Lula, mesmo que a bancada governista seja menor do que a atual. O deputado defendeu uma atuação baseada em posicionamento político, cobrança e mobilização social, que considera um diferencial do próximo governo.