
Renato Cariani nega envolvimento em irregularidades após pedido de condenação do Ministério Público de São Paulo. (Foto: Instagram)
O influenciador fitness e empresário Renato Cariani voltou a falar após o Ministério Público de São Paulo (MPSP) pedir sua condenação por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Em vídeo publicado na quinta-feira (29), ele afirmou que a indústria química da qual era sócio foi vítima de fraude e negou envolvimento nas irregularidades investigadas.
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Cariani declarou que, por ser um dos donos da empresa, acabou responsabilizado pelo que ocorreu nela. “Eu fui sócio de uma indústria química e essa indústria foi vítima de uma fraude. Essa fraude se tornou um processo porque eu sou um dos donos da empresa. Então, tudo que acontece nela, automaticamente eu sou responsabilizado”, afirmou.
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Durante a gravação, o empresário disse estar tranquilo com o andamento do processo e afirmou confiar na Justiça e no trabalho de seus advogados. “Eu estou super bem, a cabeça está boa. Eu confio demais na Justiça. Nós fizemos um trabalho de defesa excelente”, declarou.
Ele também caracterizou o pedido do Ministério Público como uma etapa de uma investigação iniciada em 2023 e disse esperar que o caso seja concluído em breve. Nas alegações finais, o MPSP pediu a condenação de Cariani e de outros dois acusados por suposto desvio de insumos químicos que seriam destinados à fabricação e à adulteração de drogas, incluindo cocaína e crack.
Conforme a acusação, teriam ocorrido pelo menos 60 operações irregulares, com mais de 12 toneladas de produtos químicos. O Ministério Público aponta ainda movimentações financeiras suspeitas e acusa os réus de lavagem de dinheiro. A investigação envolve a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual Cariani era sócio. Segundo a acusação, notas fiscais teriam sido usadas para simular transações comerciais e esconder o destino dos produtos.
Cariani nega participação nos crimes. Ele e sua defesa sustentam que ex-funcionários teriam usado a estrutura da empresa para realizar operações ilegais sem o conhecimento dos sócios. O influenciador responde ao processo em liberdade, embora ele e outros investigados tenham sido presos em dezembro de 2023, durante a Operação Hinsberg, da Polícia Federal.
O caso tramita na Justiça de São Paulo. Após as alegações finais do Ministério Público, as defesas ainda deverão apresentar suas manifestações dentro do prazo. A decisão sobre a responsabilidade dos acusados caberá à Justiça.








