
Guilherme Boulos chamou de “chantagem do mercado” a pressão por ajustes fiscais e defendeu cortes em privilégios, não em políticas sociais. (Foto: Instagram)
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, classificou como “chantagem do mercado” o debate sobre o ajuste fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo publicada neste sábado (31.out.2026).
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Boulos defendeu que eventuais cortes de gastos atinjam privilégios, e não políticas voltadas à população mais pobre. Segundo ele, ceder às pressões do mercado em detrimento da vontade popular equivale a comprometer a democracia. “Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular. Isso é anular a democracia”, afirmou.
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Para o ministro, qualquer pacote de economia deve priorizar 3 frentes: a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas. Ele defendeu que o foco esteja no corte de benefícios e distorções que pressionam o orçamento.
“O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais”, disse Boulos.








