
Guilherme Boulos criticou o reajuste do ICMS sobre o diesel em São Paulo; Tarcísio de Freitas afirmou que a decisão foi tomada pelo Confaz. (Foto: Instagram)
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), criticou neste domingo (1º.nov.2026) o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pelo aumento do preço do diesel no Estado a partir de 2027. Em vídeo nas redes sociais, Boulos afirmou que a alta do imposto estadual elevará o valor de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro. Ele também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria segurando o preço do combustível, enquanto Tarcísio aumentaria a tributação.
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O reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) foi aprovado na 3ª feira (27.out) pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. O colegiado reúne secretários de Fazenda, Finanças ou Tributação dos 26 Estados e do Distrito Federal. A decisão, portanto, foi tomada conjuntamente por governos de diferentes correntes políticas, incluindo Estados administrados por aliados de Lula.
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As novas cobranças entram em vigor em fevereiro de 2027. Ao aprovar o aumento, o Confaz considerou o “cenário de instabilidade mundial dos preços dos derivados de petróleo”. No vídeo, Boulos pediu que Tarcísio “faça sua parte” e “ajude o povo brasileiro”. “Não dá para ter um discurso na eleição e a prática ser outro, Tarcísio”, declarou.
Também na 3ª feira (27.out), o governo Lula anunciou a prorrogação por mais 30 dias da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel vendido no país. Criada para conter os impactos da guerra no Irã, a medida integra a política de subsídios a combustíveis mantida pelo governo desde abril. No fim de agosto, o custo total dessas subvenções ultrapassava R$ 32 bilhões, conforme dados do próprio Planalto.
Em nota, Tarcísio afirmou que Boulos usa “informações distorcidas para fazer ataques políticos”. O governador disse que o reajuste foi definido pelo Confaz, órgão colegiado ligado ao Ministério da Fazenda, e que a ratificação dos convênios ocorreu por unanimidade, inclusive com votos dos Estados governados pelo PT. Acrescentou que a regra de cobrança é nacional e vale, por exemplo, em São Paulo, no Piauí, no Ceará e na Bahia.
O governador também afirmou que São Paulo manteve a alíquota modal do ICMS em 18% nos últimos 4 anos, enquanto Estados governados pelo PT elevaram suas taxas. Segundo a nota, a alíquota chegou a 22,5% no Piauí, 20,5% na Bahia e 20% no Ceará. Tarcísio declarou ainda que o Estado ampliou isenções de ICMS para produtos alimentícios e zerou o IPVA para motos de até 180 cilindradas.
Ao concluir, Tarcísio afirmou que ocupantes de cargos públicos devem informar a população com seriedade e que divergências políticas não justificam distorcer fatos para atacar adversários. Na mesma manifestação, defendeu que o debate político seja conduzido com responsabilidade e respeito à verdade.








