Câmara de SP retira registros da comissão do impeachment de Ricardo Nunes, diz oposição

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Vereadores da oposição dizem que fotos e vídeo da primeira reunião da comissão que analisa o pedido de impeachment de Ricardo Nunes desapareceram dos canais oficiais da Câmara de São Paulo. (Foto: Instagram)

Vereadores da oposição afirmam que a Câmara Municipal de São Paulo retirou dos canais oficiais fotos e a gravação da primeira reunião da comissão responsável por analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O encontro ocorreu na quinta-feira (29), mas, segundo os parlamentares, não aparece mais no site da Casa e a transmissão também não está disponível.

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A reclamação foi formalizada pelo vereador Hélio Rodrigues (PT), integrante do colegiado. Em nota, ele disse que o tratamento dado à reunião foi diferente daquele reservado a outros eventos legislativos realizados no mesmo dia. Segundo o parlamentar, não há notícia sobre a sessão no site da Câmara, as fotografias que estavam no Flickr institucional desapareceram e o vídeo que deveria permanecer no YouTube está indisponível.

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A comissão foi criada para avaliar se o pedido de impeachment pode prosseguir na Câmara. Na reunião inicial, Rubinho Nunes (União Brasil) foi escolhido para presidir os trabalhos, enquanto Major Palumbo (PP) foi designado relator. Dos sete integrantes, cinco são da base governista: Rubinho Nunes, Major Palumbo, Sandra Santana (MDB), Sandra Tadeu (PL) e Kenji Ito (Podemos). As duas vagas da oposição são ocupadas por Hélio Rodrigues e Luana Alves (PSol).

A expectativa é que Palumbo apresente seu relatório na próxima reunião. Se a maioria dos integrantes votar contra a admissibilidade, o pedido será arquivado. Se a comissão aprovar o avanço, a proposta ainda precisará ser submetida ao plenário da Câmara Municipal, onde serão necessários pelo menos 33 votos favoráveis para seguir adiante.

O pedido de afastamento foi apresentado por Amanda Paschoal, Silvia Ferraro e Celso Giannazi, todos do PSol. A denúncia cita, entre seus pontos, o suposto descumprimento de uma decisão da Justiça Eleitoral que determinou à Prefeitura de São Paulo a disponibilização de 100% da frota operacional de ônibus no domingo da votação do segundo turno, em 25 de outubro.

Os autores também alegam que Ricardo Nunes teria convocado servidores com cargos comissionados para trabalhar na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Essas afirmações integram o conteúdo da denúncia e não representam uma conclusão judicial sobre a responsabilidade do prefeito. Até o momento, não foi apresentada manifestação da Câmara sobre a acusação de retirada dos registros, nem foi esclarecido por que as fotos e a gravação deixaram de estar acessíveis ao público.