Carlos visita Bolsonaro e reafirma apoio a Marinho para comandar o Senado

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Carlos Bolsonaro reafirma apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado e relata preocupação com a saúde do pai. (Foto: Instagram)

O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) reafirmou neste sábado (31.out.2026) que apoia Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado. A declaração foi feita após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar. Carlos também relatou que Bolsonaro voltou a ter crises de soluço e manifestou preocupação com a saúde dele.

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Segundo Carlos, as crises recomeçaram depois dos acontecimentos ligados ao 2º turno das eleições presidenciais. Ele afirmou ainda que o pai sente “muita saudade” dos filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que estão nos Estados Unidos.

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Carlos disse que evitaria falar de política por ter “medo do que podem fazer” com Bolsonaro. Como exemplos, mencionou a saída de Flávio e Eduardo do Brasil e as prisões ligadas aos atos de 8 de Janeiro.

Ao falar sobre a saúde do pai, Carlos declarou estar preocupado com o estado psicológico dele e associou a isso o retorno das crises de soluço. Também disse estar assustado com o “crescimento de sua barriga e o emagrecimento”. Bolsonaro enfrenta problemas de saúde desde que foi esfaqueado em 2018, sofreu uma lesão intestinal e precisou passar por cirurgias de emergência.

A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º.fev.2027, data da posse dos senadores eleitos em 2026. O PL pretende lançar Rogério Marinho (PL-RN) para o comando da Casa, enquanto o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), buscará a reeleição.

“A gente tem uma eleição do Senado agora, nosso candidato Rogério Marinho, e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender minimamente tudo aquilo que a gente acredita, tudo aquilo que a gente prometeu para vocês. A luta vai continuar. Vamos nessa”, declarou Carlos.

Flávio deixou o Brasil na 3ª feira (27.out), acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes, por temer decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Às 21h09 de 25 de outubro de 2026, apenas 7 minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição presidencial, a Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte dele. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. Moraes autorizou a apreensão dos documentos e a proibição de que ele deixasse o país.

Eduardo vive autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele afirma ser alvo de “perseguição política” e diz que a situação também atinge sua família. Desde então, perdeu o mandato na Câmara dos Deputados por faltas e foi demitido do cargo de escrivão da PF. O STF o condenou por sua atuação nos Estados Unidos para pressionar ministros durante o julgamento da ação penal contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Moraes já expediu um mandado de prisão contra ele.