
Consumo das famílias chinesas cresce menos que a renda nos primeiros nove meses de 2026 (Foto: Instagram)
Nos 9 primeiros meses de 2026, as famílias chinesas aumentaram seus gastos em ritmo inferior ao da renda. A renda disponível per capita teve alta nominal de 5,3% na comparação anual, enquanto o consumo avançou 3,6%, sinalizando cautela dos consumidores.
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Os dados são do Departamento Nacional de Estatísticas da China e foram publicados pelo portal Caixin Global em 20 de outubro de 2026. Cálculos da Caixin apontam que a parcela da renda disponível destinada ao consumo caiu para 65,3%, uma redução de 1,06 ponto percentual ante o mesmo período de 2025.
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Desde 2013, quando começaram os registros comparáveis para os 3 primeiros trimestres de cada ano, a proporção da renda usada em consumo só ficou abaixo do nível atual em 2020 e 2022. Os dois anos foram marcados pelos efeitos da pandemia de covid-19.
Entre as fontes de renda per capita, os rendimentos de propriedades cresceram 1,6% nos 9 primeiros meses de 2026, abaixo da expansão da renda geral. O resultado reflete os efeitos dos ajustes nos mercados imobiliário e acionário sobre os rendimentos das famílias chinesas.
A renda operacional líquida teve alta de 6,5%, enquanto as transferências avançaram 5,7%. Os salários cresceram 5,3% e continuaram como a principal fonte de recursos das famílias. Já os rendimentos de propriedades registraram a menor variação entre as principais fontes de renda.
Os números mostram que a elevação da renda não foi acompanhada por um aumento proporcional das despesas. A postura cautelosa dos consumidores e os ajustes nos mercados de ativos do país compõem o cenário de crescimento mais contido dos gastos familiares.
