Fuga de Flávio mobilizou carros e jatos, afirma jornal argentino

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Segundo o Clarín, a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil teria envolvido carros, jatos de reserva e rotas alternativas até os Estados Unidos. (Foto: Instagram)

A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil teria envolvido carros e jatos particulares, usados para viabilizar sua chegada aos Estados Unidos. Segundo o jornal argentino Clarín, a viagem também contou com alternativas caso o plano inicial não pudesse ser executado.

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Seis carros deixaram a residência de Flávio, em Brasília, para dificultar a identificação do veículo que transportaria o senador e sua família até a fronteira com a Argentina. Ao menos três jatos particulares também teriam sido mobilizados como opções caso o voo não pudesse decolar.

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A reportagem afirma que o deslocamento por estrada até a fronteira não era a primeira opção. Flávio havia fretado um avião para viajar de Brasília a Foz do Iguaçu, mas o proprietário desistiu do serviço depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o senador entregasse os passaportes e o proibiu de deixar o país.

De acordo com o Clarín, os Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto. O jornal também relata que houve atuação no aeroporto de Puerto Iguazú, de onde a família partiu em direção a Miami. A operação teria incluído o afastamento de funcionários argentinos dos procedimentos aeroportuários e a disponibilidade de outros aviões como reserva. Uma possível saída pelo Paraguai também foi considerada.

Neste sábado (31.out.2026), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que o governo norte-americano tenha participado da fuga. Na 3ª feira (27.out), Flávio deixou o Brasil acompanhado da mulher e das duas filhas adolescentes do casal. Segundo o relato, ele temia eventuais decisões de Moraes.

A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte de Flávio sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 64.256.232 votos (51,79%), enquanto Flávio recebeu 59.826.041 votos (48,21%). Moraes autorizou o pedido da PF para apreender os documentos e impedir que o senador saísse do país.