
Clarín afirma que agentes dos Estados Unidos teriam participado da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil; Marco Rubio negou que o governo americano tenha facilitado o deslocamento. (Foto: Instagram)
O jornal argentino Clarín afirma que agentes dos Estados Unidos assumiram parte do aeroporto de Porto Iguaçu para facilitar a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Segundo a publicação, o governo estadunidense também teria contratado ao menos três jatos privados para viabilizar a operação e assegurar a chegada do político a Miami.
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De acordo com o relato divulgado na sexta-feira (30), representantes dos Estados Unidos coordenaram ações para garantir a decolagem do avião particular usado por Flávio. Eles teriam desempenhado funções que normalmente caberiam a agentes da polícia de segurança aeroportuária e a funcionários responsáveis pela imigração.
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Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após perder a eleição presidencial de 2026. Depois da derrota, declarou-se “verdadeiro presidente eleito” do Brasil em uma carta de teor golpista, mas recuou em seguida. Passou então a se apresentar como “líder do Brasil”, mantendo o mesmo tom em sua comunicação.
Na tarde de sábado (31), o secretário de Estado Marco Rubio negou que os Estados Unidos tenham facilitado a saída do senador. A declaração contrasta com informações publicadas por outros veículos sobre a participação de aliados de Donald Trump no deslocamento de Flávio para o exterior. The New York Times e The Wall Street Journal afirmaram que Jason Miller, estrategista político e assessor de comunicação de Trump, ajudou a organizar o avião particular usado após a derrota eleitoral.
O Clarín sustenta que o governo estadunidense participou da operação com pelo menos três aeronaves. O jornal também descreve o dia da saída como marcado por uma confusão deliberada, alimentada por “falsas verdades” divulgadas por autoridades. Entre os exemplos citados está a informação transmitida por aliados de Flávio de que ele já teria chegado aos Estados Unidos na terça-feira (27).
A publicação atribui apoio à operação ao presidente argentino Javier Milei, que teria enviado o assessor Santiago Caputo à cidade de Misiones para assegurar o êxito do deslocamento. O relato menciona ainda caminhões e carros com placas diferentes, supostamente usados para confundir postos de controle, e troca de informações entre agentes argentinos e estadunidenses.
Segundo o jornal argentino, os três jatos privados tinham alto custo operacional e foram coordenados pelo Departamento de Estado da Casa Branca. Conforme a apuração citada pelo Clarín, as aeronaves aterrissaram na cidade ou funcionaram como alternativas para garantir que Flávio chegasse a Miami.
