
Bebê de 12 dias morre após ser atingido por um abacate que caiu de uma árvore em Quilmes, na Argentina. (Foto: Instagram)
A morte de Lucas Goméz, que tinha apenas 12 dias, também motivou uma denúncia de sua mãe sobre a falta de manutenção das árvores em uma calçada de Quilmes, na Argentina. O recém-nascido foi atingido na cabeça por um abacate que caiu enquanto ele estava no colo de Giuliana Goméz.
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O acidente aconteceu em 22 de outubro, em frente ao Jardim de Infância 949. Giuliana tinha acabado de deixar na escola o filho mais velho, de cinco anos, e aguardava um transporte para voltar para casa com Lucas. Após ser atingido, o bebê sofreu múltiplas fraturas no crânio e hemorragias. Ele foi levado ao Sanatório de la Trinidad, em Quilmes, passou por uma cirurgia de aproximadamente três horas e ficou internado na UTI. Morreu em 25 de outubro.
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Em entrevista a veículos argentinos, Giuliana disse que moradores e funcionários da escola já haviam pedido providências à prefeitura por causa dos frutos que caíam das árvores. Segundo ela, as solicitações de poda ou retirada dos exemplares não foram atendidas antes da morte do filho. “Se tivessem ouvido os pedidos, hoje não estaríamos lamentando essa perda”, afirmou, questionando a atuação do município.
A família relatou que episódios anteriores de queda de frutos já causavam preocupação. Informações divulgadas pela imprensa argentina indicam que a direção do Jardim de Infância 949 formalizou, em agosto de 2025, um pedido para retirar uma das árvores. Giuliana também afirmou que funcionários municipais só foram ao local podar as árvores dois dias depois da morte de Lucas. Ela classificou a intervenção como uma ação feita às escondidas e cobrou responsabilização.
Pessoas que estavam nas proximidades ajudaram o recém-nascido após o acidente. De acordo com a família, a equipe de emergência demorou a chegar, e o pai levou Lucas de carro ao sanatório. A morte é investigada pela Unidade Funcional de Instrução e Julgamento (UFIJ) nº 9 de Quilmes, que apura as circunstâncias do caso e possíveis responsabilidades. A família pede respostas sobre os pedidos de poda que, segundo Giuliana, haviam sido feitos antes da tragédia.








