
Alexandre de Moraes substituiu a prisão preventiva do desembargador Macário Júdice por medidas cautelares. (Foto: Instagram)
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, preso preventivamente desde 16 de dezembro de 2025 no âmbito da Operação Unha e Carne. Investigado por suspeita de vazamento de informações sobre uma operação policial, ele deverá cumprir medidas cautelares. A defesa nega as acusações.
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A decisão foi tomada na última sexta-feira (30) e substituiu a prisão preventiva pelo uso de tornozeleira eletrônica e pela apreensão do passaporte. A mudança altera a forma como o magistrado responderá ao caso, mas não encerra o processo nem significa absolvição.
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Macário Júdice, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, é investigado por supostamente ter antecipado informações sobre uma operação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias. A apuração examina possíveis vínculos do ex-parlamentar com o Comando Vermelho.
Segundo a hipótese dos investigadores, o desembargador teria repassado detalhes da ação ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, que teria alertado TH Joias. A defesa contesta essa versão, que integra as acusações sob análise.
O advogado Patrick Berriel afirmou que medidas cautelares seriam suficientes e que pretende demonstrar a inocência do desembargador durante a instrução do processo. Os advogados também questionam a suspeita de que Macário e Bacellar tenham se encontrado em uma churrascaria no Aterro do Flamengo, em setembro de 2025.
De acordo com a defesa, um levantamento de antenas de telefonia celular indicaria que os dois não estiveram juntos naquela ocasião. A prisão de Macário ocorreu em um desdobramento da operação que já havia atingido Bacellar. A investigação apura a possível circulação de informações protegidas por sigilo e os efeitos de um eventual aviso prévio sobre a ação policial.
O magistrado será monitorado por tornozeleira enquanto as determinações judiciais estiverem em vigor. O processo continuará, com a análise dos elementos reunidos pelos investigadores e dos argumentos apresentados pela defesa.
