
MTE recebe 4.305 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em três dias (Foto: Instagram)
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos 3 primeiros dias de funcionamento do canal destinado a esse tipo de registro. Os relatos foram apresentados entre 4ª feira (28.out.2026) e 6ª feira (30.out), por pessoas de diferentes regiões do país.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Todos os registros passam pela análise da Auditoria Fiscal do Trabalho do MTE, que avalia as informações recebidas e define os encaminhamentos de cada caso. A pasta ressalta, porém, que a existência de uma denúncia não significa que o assédio eleitoral tenha sido comprovado.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Trabalhadores que sofram ou presenciem situações desse tipo podem registrar uma denúncia pelo site do MTE ou pelo portal do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os registros são sigilosos e encaminhados aos órgãos competentes para avaliação.
A maior concentração está no Sudeste, que soma 2.087 denúncias, ou 48,5% do total nacional. São Paulo lidera entre os Estados, com 1.325 registros. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345. No Sul, Paraná contabiliza 268 denúncias e Santa Catarina, 259.
Na distribuição por região, o Nordeste reúne 784 registros (18,2%), o Sul, 757 (17,6%), o Centro-Oeste, 378 (8,8%), e o Norte, 299 (6,9%). Na outra ponta do levantamento, Roraima e Tocantins têm 17 denúncias cada, enquanto Sergipe registra 22 casos.
A Auditoria Fiscal do Trabalho já faz verificações a partir dos relatos recebidos. De acordo com o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Henrique, os casos confirmados levam à autuação e à comunicação a outros órgãos públicos. O MTE também avalia criar uma ferramenta de transparência para divulgar casos de assédio eleitoral no trabalho, possivelmente seguindo o modelo da lista de empregadores responsabilizados por trabalho análogo à escravidão.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo não admite ameaças, constrangimentos ou discriminação de trabalhadores por suas escolhas políticas. Ele ressaltou que o voto é livre e secreto e que empregadores não podem usar sua posição para interferir na decisão dos empregados. Segundo o ministro, o governo acompanha as denúncias, realiza fiscalizações e adota medidas para proteger os direitos dos trabalhadores.
