
Newsom alerta tribunais federais sobre possível apreensão de materiais eleitorais antes da certificação dos votos nas eleições de meio de mandato. (Foto: Instagram)
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, pediu neste sábado que tribunais federais fiquem atentos a uma possível tentativa do governo do presidente Donald Trump de confiscar votos nas próximas eleições de meio de mandato. Em uma carta enviada a juízes federais, o democrata afirmou temer que agentes do governo obtenham mandados de busca para apreender cédulas e materiais eleitorais antes da certificação dos resultados.
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O alerta foi feito em meio a uma disputa judicial entre a Califórnia e o governo federal. A administração Trump exigiu registros do estado como parte de uma investigação criminal sobre votação de não cidadãos, e a Califórnia contestou a iniciativa na Justiça. Na sexta-feira, um tribunal de apelações dos Estados Unidos rejeitou o pedido do governo, decisão que pode levar o caso à Suprema Corte dos EUA.
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Na carta, Newsom escreveu que a atuação persistente do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para sustentar uma teoria que classificou como infundada sobre responsabilidade criminal gera preocupação. Ele teme que agentes federais tentem obter mandados para recolher cédulas e outros materiais eleitorais antes que os resultados das eleições sejam certificados.
Segundo o governador, o uso desses mandados teria como único propósito interferir na “contagem legal dos votos e na certificação dos resultados da eleição pelo estado”. A Constituição dos EUA atribui aos estados a administração das eleições, princípio que está no centro da resistência da Califórnia às exigências federais.
O governo Trump afirma que mais de 20 mil pessoas não cidadãs estariam registradas para votar na Califórnia. O estado e especialistas questionam a validade da lista apresentada, enquanto o Departamento de Justiça não informou quantas das pessoas mencionadas teriam efetivamente votado.
A Califórnia respondeu que as alegações do Departamento de Justiça se apoiam em “dados suspeitos”. O estado também argumentou que cumprir as exigências federais poderia privar eleitores elegíveis do direito de voto. A disputa segue nos tribunais após a rejeição do pedido do governo pelo tribunal de apelações.








