
Uma operação de sete dias na Flórida terminou com 281 pessoas presas por suspeita de tráfico humano e crimes sexuais contra menores; entre elas, havia 17 funcionários da Disney e da Universal. (Foto: Instagram)
Uma operação de sete dias contra tráfico humano e abuso sexual infantil terminou na sexta-feira (30.out.2026) com 281 pessoas presas na Flórida, nos Estados Unidos. Entre elas, havia 17 funcionários dos parques Walt Disney World Resort e Universal Studios, que tinham amplo acesso a crianças e adolescentes.
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A investigação mirou suspeitos que viajavam até o condado de Polk, perto de Orlando, para cometer crimes sexuais contra menores ou participar de atividades de tráfico humano. Segundo o xerife Grady Judd, que coordenou a operação, 31 dos detidos por comportamento predatório foram ao condado com a intenção de fazer sexo com crianças. Ele deu a declaração a jornalistas no sábado (31.out.2026). As informações foram divulgadas pelas redes de TV norte-americanas Fox News, CBS e NBC.
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Dos 17 trabalhadores dos parques detidos, 13 atuavam no complexo da Disney e quatro na Universal Studios. Sete foram classificados como predadores sexuais infantis. Todos os suspeitos foram atraídos para encontros com policiais disfarçados de crianças ou adolescentes. Um dos acusados, que disse ter trabalhado no Walt Disney World como o personagem Mickey Mouse, foi abordado com duas mochilas cheias de fraldas.
Outro funcionário da Disney foi preso quando tentava encontrar um detetive que fingia ser um menino de 13 anos. O uniforme de trabalho do suspeito ainda estava no carro. Também foi detido um técnico do Davenport Titans, equipe infantil de futebol americano com torcida organizada própria, ao tentar se encontrar com uma garota de 14 anos. Ele treinava meninos e meninas de 11 a 14 anos.
Entre os demais presos estavam um oficial da Marinha em serviço e um policial que trabalhava em um distrito escolar do condado de Orange. As infrações investigadas incluíam pagamento por sexo, acusações de prostituição e abuso infantil. Durante a apuração, também foram identificados casos de porte ilegal de armas, posse de drogas, crueldade contra menores e antecedentes por roubo a banco.
Judd afirmou que a operação secreta foi necessária diante da disposição dos suspeitos de fazer sexo com crianças. O xerife também destacou que entre os detidos havia trabalhadores de parques temáticos e técnicos de futebol e de torcidas infantis. Ele pediu que os pais acompanhem as atividades on-line dos filhos e conheçam os adultos que fazem parte de suas vidas.
Segundo a polícia local, Disney e Universal colaboraram com a investigação e demitiram os funcionários envolvidos. Os suspeitos procuravam vítimas pela internet e tentavam marcar encontros por meio dessas plataformas. O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, disse à Fox News que eles acreditavam que encontrariam vítimas de exploração sexual, mas foram recebidos por policiais; afirmou estar aliviado porque, em vez de menores, encontraram algemas.
Entre os detidos, 32 eram imigrantes em situação irregular, e pelo menos metade já havia sido transferida para unidades prisionais da ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos). Os suspeitos eram de nove países, incluindo Cuba, Venezuela, México e Haiti.
