Oposição na Índia volta às ruas e pede renúncia do chefe eleitoral

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Oposição indiana protesta em Nova Délhi e pede a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral. (Foto: Instagram)

O bloco de oposição INDIA realizou um novo protesto neste domingo (01), em Nova Délhi, e voltou a pedir a renúncia de Gyanesh Kumar, chefe da Comissão Eleitoral da Índia. A manifestação foi dirigida contra o governo do primeiro-ministro Narendra Modi e reuniu milhares de pessoas.

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Conforme informou a AP, o ato foi liderado por Rahul Gandhi, do Partido do Congresso, e teve o apoio do movimento jovem “Cockroach”. Os manifestantes contestam a revisão dos cadastros de eleitores e cobram que Kumar deixe o cargo de comissário-chefe eleitoral.

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Desde o ano passado, a revisão das listas retirou mais de 130 milhões de nomes. Críticos dizem que o processo teria motivação política e poderia impedir milhões de pessoas de votar. Também afirmam que o impacto foi desproporcional sobre minorias, em especial os muçulmanos. A Comissão Eleitoral e o governo rejeitam as acusações e alegam que a iniciativa busca eliminar registros duplicados e de pessoas inelegíveis.

O protesto aconteceu no Ramlila Maidan. No mês passado, a polícia retirou Jantar Mantar da relação de locais oficialmente autorizados para manifestações. Para a mobilização deste domingo, as autoridades reforçaram a segurança com milhares de policiais e militares paramilitares. A vigilância ao longo do percurso também foi ampliada, com câmeras, drones e equipamentos corporais.

Na quinta-feira, a Human Rights Watch declarou que as acusações sobre a revisão levantam “questões sérias” a respeito da lisura de futuras eleições. Modi não se manifestou publicamente sobre os protestos. Aliados do primeiro-ministro chamaram os manifestantes de “anarquistas” e sugeriram, sem apresentar provas, que potências estrangeiras estariam apoiando o movimento.