
Petrobras aumenta em 7,2% o preço médio do querosene de aviação vendido às distribuidoras. (Foto: Instagram)
A Petrobras reajustou em 7,2% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. A alta começou a valer neste domingo (1º.nov.2026) e equivale a R$ 0,45 por litro a mais em comparação com o mês anterior.
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A companhia atribuiu a decisão à manutenção das cotações internacionais do combustível em níveis elevados, em meio à guerra no Oriente Médio. Também citou a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, relacionada ao conflito entre os dois países.
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Este é o quarto aumento seguido. Em outubro, o preço médio do QAV subiu 11,7%; em setembro, 13,9%; e, em agosto, 1,9%. Antes dessa sequência, a Petrobras havia reduzido os valores em 14,2% em junho e 14,4% em julho. Os preços cobrados das distribuidoras são revistos no primeiro dia de cada mês.
Desde 1º de março, pouco depois do início da guerra no Oriente Médio, o preço médio do combustível acumula alta de 90%, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). A entidade afirma que, antes do conflito, o QAV correspondia a cerca de 30% a 32% das despesas operacionais das companhias aéreas. Com a elevação dos preços do petróleo e do combustível, a parcela passou de 45%.
Em agosto, a Abear informou que Latam, Gol e Azul tiveram, em 2026, gastos com combustível R$ 5,2 bilhões acima do previsto, devido à disparada das cotações internacionais. A alta dos custos também levou as empresas a diminuir a oferta de voos e a deixar aeronaves de maior porte fora de operação em alguns períodos do ano.
Os preços do petróleo e de seus derivados são pressionados desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito gerou restrições à navegação e ataques a embarcações no golfo Pérsico, principalmente nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota importante para o comércio mundial de petróleo. Antes da guerra, cerca de 20% da oferta global passava pelo estreito. Na 6ª feira (30.out), o Brent encerrou o dia a US$ 113 por barril.
Embora o Brasil produza petróleo, o preço do QAV acompanha referências internacionais. A Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional do combustível, mas o mercado brasileiro também permite a atuação de outros produtores e importadores. Em setembro, a estatal retomou um programa que possibilita às distribuidoras parcelar os reajustes em três pagamentos mensais, buscando atenuar o impacto financeiro imediato.
A Petrobras informou que a fórmula contratual usada para definir o preço no Brasil funciona como amortecedor das oscilações de curto prazo e tende a produzir reajustes mais moderados do que os observados no exterior. Em mercados internacionais, os preços do QAV para companhias aéreas podem ser revistos diariamente, refletindo as condições de mercado mais rapidamente. Segundo a empresa, as altas acumuladas desde o começo do conflito foram maiores nesses mercados do que no Brasil, e o combustível vendido pela estatal continua competitivo.








