
Petrobras aumenta em 7,2% o preço do querosene de aviação, pressionando os custos das companhias aéreas. (Foto: Instagram)
A Petrobras anunciou neste domingo (1º) um aumento de 7,2% no preço médio do QAV, o querosene de aviação, vendido às distribuidoras. A mudança já está em vigor e acrescenta R$ 0,45 por litro em relação ao valor do mês anterior. Segundo a estatal, o reajuste acompanha a alta das cotações internacionais do combustível.
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Esta é a segunda alta consecutiva do QAV. Em outubro, a Petrobras havia aplicado um reajuste de 11,76%. A empresa atribui a pressão sobre os preços internacionais à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em razão da guerra entre os dois países.
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A estatal afirma que a fórmula contratual usada para definir os preços funciona como um amortecedor diante de oscilações de curto prazo. Na avaliação da Petrobras, esse mecanismo faz com que os reajustes no Brasil sejam mais moderados do que os observados no exterior, onde os valores cobrados das companhias aéreas podem mudar diariamente.
O aumento do combustível pressiona os custos das empresas aéreas. Representantes do setor afirmam que os reajustes recentes elevaram a participação do QAV nas despesas operacionais das companhias de 32% para 45%. A mudança anunciada neste domingo soma-se, assim, a uma sequência de altas que afeta o orçamento das empresas.
O encarecimento também tem sido repassado aos passageiros por meio das tarifas. Em outubro, as passagens aéreas subiram 9,66%, contribuindo para a alta de 0,82% do IPCA no mês, de acordo com o IBGE.
Apesar dos aumentos, a Petrobras diz que a variação acumulada dos preços do QAV no Brasil desde o início do conflito no Oriente Médio permanece abaixo da registrada nos mercados internacionais. Para a estatal, essa diferença mantém o combustível brasileiro competitivo. O novo reajuste, porém, reforça a pressão sobre o setor, com reflexos tanto nas despesas das companhias quanto nos valores pagos pelos passageiros.
