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Protestos mobilizam ao menos 5 países europeus neste sábado


Milhares de pessoas foram às ruas em cidades da Europa no sábado (31.out.2026), em manifestações com reivindicações sobre custo de vida, educação, moradia e gestão dos governos. (Foto: Instagram)

Uma onda de manifestações reuniu milhares de pessoas em capitais e grandes cidades da Europa. Apesar de terem pautas locais, os atos refletem preocupações comuns com a perda do poder de compra, o aumento dos preços da energia e dos combustíveis — agravado por conflitos no Oriente Médio — e a insatisfação com a gestão fiscal. A inflação elevada ocorre em meio ao endividamento público: em vários países, a dívida supera 100% do PIB, limitando a capacidade dos governos de ampliar gastos sociais.

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No sábado (31.out.2026), houve protestos na França, Alemanha, Portugal, Albânia e Holanda, com reivindicações sobre custo de vida, educação, moradia e governos. Os atos não necessariamente fazem parte de uma mobilização coordenada. O Ministério do Interior francês estimou 320 mil participantes no país; na Alemanha, manifestações foram realizadas em 34 cidades, segundo a Reuters.

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Na França, ocorreu a terceira mobilização consecutiva de fim de semana contra o custo de vida e problemas nos serviços públicos. O governo estimou 320 mil participantes, incluindo 70 mil em Paris; os organizadores contabilizaram quase 500 mil no país e 200 mil na capital. Os atos passaram por Paris, Lyon, Marselha, Bordeaux, Rennes e Grenoble. O Ministério do Interior mobilizou 70.000 policiais e agentes de segurança. A maioria das manifestações foi pacífica, mas houve confrontos em algumas cidades, com lançamento de objetos contra policiais em Paris e uso de gás lacrimogêneo. Também foram registrados confrontos em Grenoble e Marselha. Até a noite, 511 pessoas haviam sido detidas.

Na Alemanha, o movimento juvenil Gen Z regelt organizou manifestações em 34 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique. Dezenas de milhares de pessoas pediram melhorias na educação e medidas contra o custo de vida. Os organizadores também se opõem ao serviço militar obrigatório e defendem mais investimentos em políticas públicas. Antes dos atos, cerca de 150 mil pessoas haviam se inscrito para participar em aproximadamente 30 cidades. Em Frankfurt, grupos encapuzados saquearam estabelecimentos depois das manifestações, sem que isso signifique envolvimento dos demais participantes.

Em Portugal, cerca de 4.000 pessoas protestaram em Lisboa e no Porto contra a crise habitacional e um projeto que altera regras de aluguel. Uma fonte policial estimou 3.000 manifestantes em Lisboa e 1.000 no Porto. Na capital, o percurso foi do Largo Camões à Praça do Rossio; no Porto, o ato terminou na Praça D. João I, onde participantes decidiram voltar a montar barracas. Os manifestantes pedem que o governo de Luís Montenegro retire a proposta, que, segundo os organizadores, facilitaria despejos e eliminaria limites para novos aluguéis. O projeto passou pela primeira votação no Parlamento; Montenegro descartou retirá-lo, mas admitiu mudanças antes da votação final. Após a desmontagem de acampamentos na semana anterior, com detenções e críticas à polícia, o ato em Lisboa chegou ao Rossio sem incidentes. Integrantes da Provedoria de Justiça acompanharam a atuação policial.

Na Albânia, protestos contra o governo do primeiro-ministro Edi Rama terminaram em confrontos em Tirana. Estudantes reunidos diante do Ministério da Educação pediram a renúncia do premiê; parte dos manifestantes incendiou lixeiras e lançou pedras e coquetéis molotov contra agentes, que responderam com jatos de água e gás lacrimogêneo. A emissora pública RTSH informou que ocorreram dois atos: um com estudantes, professores e cidadãos, e outro organizado pela oposição, que pediu a saída de Rama e um governo interino. A tentativa de apoiadores oposicionistas de se juntar à manifestação estudantil encontrou resistência de participantes contrários aos partidos tradicionais. Também houve confrontos perto da sede do governo.

Na Holanda, convocações nas redes sociais levaram ao reforço da segurança em Haia. Jovens se reuniram na região de Malieveld, onde havia sido chamado um protesto da geração Z, e ao menos 10 pessoas foram detidas após desobedecerem a ordens policiais. Agentes de choque intervieram em Korte Voorhout e realizaram revistas em busca de armas e objetos proibidos. Comerciantes protegeram vitrines e fachadas diante do temor de depredações. Até a tarde, não havia grandes concentrações em Amsterdã, Roterdã e Utrecht.

As manifestações integram uma série de mobilizações realizadas nas últimas semanas em países europeus; protestos liderados por jovens também ocorreram anteriormente na Itália e na Espanha. As reivindicações variam entre países, e o levantamento considera atos confirmados em 31.out.2026, sem incluir manifestações realizadas exclusivamente em dias anteriores.

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