
Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não participaram da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, mas que Donald Trump autorizou a entrada temporária do senador no país. (Foto: Instagram)
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (31.out.2026) que o governo norte-americano não participou diretamente da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. O presidente Donald Trump (Partido Republicano), porém, autorizou a entrada do congressista no país. Rubio falou durante uma coletiva em Atlanta, sede da reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países do G20.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Segundo Rubio, as autoridades dos EUA só foram informadas da chegada de Flávio. O senador já tinha visto norte-americano, e Trump havia determinado que ele poderia entrar temporariamente caso chegasse por um ponto oficial de entrada. “E foi o que aconteceu”, disse o secretário. Ele também declarou que o governo não participou dos preparativos para a saída do senador do Brasil.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que Flávio, a mulher e as duas filhas chegaram a Puerto Iguazú às 22h50 de 27 de outubro. O registro foi divulgado às 2h01 do dia 28. A família embarcou em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador, onde fez uma parada, antes de seguir para Miami, nos Estados Unidos. Flávio chegou à cidade na quarta-feira (28.out).
A localização do senador só ficou confirmada depois que imagens mostraram a família desembarcando em Miami. Na terça-feira (27.out), ele não havia se manifestado, após o site argentino Infobae noticiar que tinha deixado o Brasil. Aliados próximos foram surpreendidos e disseram não saber onde o congressista estava.
Já nos Estados Unidos, Flávio divulgou três versões de uma carta dirigida à população brasileira. Inicialmente, chamou a si próprio de “verdadeiro presidente eleito”; depois, alterou a expressão para “líder do Brasil”. Também voltou a contestar a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que lideraria a oposição do exterior.
Na sexta-feira (30.out), o senador publicou um vídeo em que disse que apenas sua mulher sabia do plano de fuga. Afirmou ter decidido deixar o país depois de ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes e declarou ser alvo de perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Flávio também falou em disputar uma nova eleição presidencial antes de 2030.
