
A descoberta de petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, amplia as expectativas de oportunidades para pequenos negócios no Amapá. (Foto: Instagram)
A confirmação, em agosto de 2026, da descoberta de petróleo pela Petrobras no poço Morpho aumentou as expectativas em torno de uma nova fronteira petrolífera no Brasil. Perfurado no bloco FZA-M-59, o poço fica a 175 km da costa do Amapá, na Margem Equatorial, faixa marítima que vai do litoral amapaense ao Rio Grande do Norte.
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Alciene Cavalcante, diretora-superintendente do Sebrae Amapá, afirmou que a confirmação da atividade abre oportunidades “muito grandes e relevantes” para pequenos negócios do Estado. Entre os setores que podem ser beneficiados, citou hotéis, restaurantes e confecções que produzem uniformes.
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Segundo Alciene, o Sebrae prepara pequenas empresas para integrar as cadeias produtivas de grandes companhias. Para aproveitar as oportunidades ligadas ao petróleo, os empreendedores precisam se qualificar, aprimorar produtos e serviços e obter as certificações exigidas pelas empresas do setor.
A diretora-superintendente destacou que companhias petrolíferas e empresas terceirizadas costumam exigir certificações de segurança do trabalho e sanitária de seus prestadores de serviço. O Sebrae também mantém diálogo com o poder público para planejar os efeitos econômicos da atividade e ajudar o Amapá a aproveitar esse momento.
Alciene mencionou como alerta o ciclo do manganês no Estado: houve um período de expansão e criação de cidades, mas, quando a atividade terminou, poucos benefícios permaneceram. Ela afirmou que o cenário atual é diferente, com técnicos mais qualificados e instituições capazes de discutir tanto os impactos sobre os pequenos negócios quanto a aplicação dos recursos provenientes de royalties.
O Sebrae e o governo do Amapá desenvolvem programas de capacitação para pequenas empresas e de qualificação profissional para jovens interessados em trabalhar no setor. Alciene também ressaltou que o Estado conta hoje com legislação que considera protetiva e está mais estruturado, embora mantenha características próprias por ser amazônico e de fronteira.
