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Tabata apoia Alckmin na Fazenda e admite disputar a Prefeitura de SP em 2028


Tabata Amaral defende Alckmin na Fazenda e diz que gostaria de disputar a Prefeitura de São Paulo em 2028. (Foto: Instagram)

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assuma o Ministério da Fazenda no 4º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela também disse que gostaria de concorrer novamente à Prefeitura de São Paulo em 2028, embora ainda não tenha decidido se será candidata.

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Em entrevista aos jornalistas Bianca Gomes e Pedro Augusto Figueiredo, do jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste sábado (31.out.2026), Tabata afirmou que Alckmin combina experiência política com uma visão econômica capaz de equilibrar responsabilidade fiscal e políticas sociais. Reeleita para o 3º mandato na Câmara dos Deputados, ela declarou apoiar o nome do vice-presidente para a Fazenda, mas ponderou que a escolha cabe a Lula.

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A deputada negou que defender Alckmin seja uma forma de buscar mais espaço para o PSB no governo por meio da distribuição de cargos. Disse que o partido tem um projeto para o país e que a experiência do vice-presidente como governador de São Paulo e sua atuação em negociações comerciais sobre tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderiam contribuir para a próxima gestão.

Ao tratar das contas públicas, Tabata defendeu rever benefícios fiscais, reduzir emendas parlamentares e enfrentar os supersalários no setor público. Para ela, é preciso fazer ajustes sem prejudicar serviços essenciais. Questionou, entre outros pontos, as isenções fiscais concedidas a empresários e pediu disposição para reduzir despesas que favorecem grupos privilegiados.

Sobre a eleição municipal de 2028, Tabata afirmou que voltar a disputar a Prefeitura de São Paulo é um desejo seu e do PSB, mas que a candidatura dependerá de articulações políticas e do trabalho que fará na Câmara. Em 2024, ela concorreu ao cargo e ficou em 4º lugar, com 9,91% dos votos válidos.

A deputada disse que continuará acompanhando a gestão municipal e criticou o prefeito Ricardo Nunes (MDB), seu adversário em 2024. Questionou a redução da frota de ônibus no 2º turno das eleições presidenciais de 2026 e acusou a administração municipal de mobilizar servidores em favor de Flávio Bolsonaro (PL). Também afirmou que São Paulo não é bolsonarista e apontou que Lula recebeu cerca de 800 mil votos a mais na capital entre os dois turnos. A Prefeitura de São Paulo não havia respondido às críticas até a publicação da entrevista.

Tabata ainda propôs discutir, em 2026, regras para as plataformas digitais durante as eleições, incluindo transparência sobre o financiamento de publicações e o funcionamento dos algoritmos. Segundo ela, o tema foi levado a uma reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidentes de partidos e líderes partidários. Um grupo de trabalho começaria a tratar do assunto na semana seguinte, com participação dela pelo PSB, e a intenção era votar as regras na atual legislatura. Tabata disse suspeitar que mecanismos de recomendação favoreceram candidaturas ligadas ao bolsonarismo e que plataformas podem ter distorcido o resultado eleitoral, mas não apresentou dados que comprovassem interferência deliberada.

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