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Aplicativos de alerta de emergência na Rússia e na Ucrânia são hackeados


Aplicativos oficiais de alerta na Rússia e na Ucrânia foram invadidos e divulgaram mensagens falsas sobre ameaças nucleares, químicas e ataques aéreos. (Foto: Instagram)

Autoridades da Rússia e da Ucrânia confirmaram que aplicativos oficiais de alerta de emergência sofreram ataques cibernéticos e enviaram informações falsas à população. Entre as mensagens estavam alertas fictícios sobre ameaças nucleares e químicas, além de avisos de ataques aéreos. Os serviços afetados foram suspensos, e ainda não se sabe se os incidentes têm relação entre si.

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Na Rússia, o aplicativo móvel do Ministério de Situações de Emergência foi alvo de um ataque cibernético de grande escala, que levou à divulgação de informações falsas, segundo a agência estatal de notícias Tass, que citou o ministério nesta segunda-feira (02/11). A pasta informou, em Moscou, que hackers publicaram os avisos no serviço criado para alertar sobre ataques iminentes de drones e outras ameaças.

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Horas antes, a Força Aérea da Ucrânia havia informado que o aplicativo público de alerta contra ataques aéreos também foi invadido. Por um breve período, o Air Alarm exibiu uma sequência de avisos de ameaças nucleares e químicas para Kiev e outras regiões, além de mensagens sobre possíveis combates nas ruas. A Força Aérea declarou que o serviço provavelmente sofreu uma interferência hostil e ressaltou que não havia ameaça de radiação.

Uma das mensagens falsas dizia que a Rússia havia lançado um míssil hipersônico Oreshnik e anunciava um alerta nuclear em toda a Ucrânia. O próprio aplicativo informou que terceiros haviam realizado uma intrusão não autorizada em seu funcionamento e comunicou a suspensão do serviço. Até o momento, não foi esclarecido se os ataques contra os aplicativos russo e ucraniano foram coordenados.

Os incidentes ocorreram após o fim, no domingo, da mais longa trégua da guerra, restrita à região ucraniana de Kherson. Autoridades em Kiev disseram que a Rússia rejeitou uma proposta para estender o cessar-fogo. A pausa nos combates, mediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, começou na madrugada de terça-feira e permitiu uma missão humanitária na cidade ucraniana de Oleshky.

Dmytro Lubinets, comissário do Parlamento ucraniano para os Direitos Humanos, afirmou que o cessar-fogo vigorou de 27 de outubro a 1º de novembro e chegou ao fim. Ele descreveu a trégua temporária como um passo importante nos esforços humanitários conjuntos com a Rússia. As negociações entre os dois países, mediadas pelos Estados Unidos, devem ser retomadas neste mês, após ficarem praticamente paralisadas desde os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro.

No domingo, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, declarou que seu país deixaria de atacar refinarias de petróleo russas, como vem pedindo o presidente Donald Trump, caso Washington forneça a Kiev poderosos mísseis interceptadores Patriot.

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