
Um Learjet 60 particular caiu em uma área residencial de Palm Beach, na Flórida, no domingo (1º), e as nove pessoas a bordo morreram. O acidente é investigado pelo NTSB e pela FAA. (Foto: Instagram)
O NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos) e a FAA (Agência Federal de Aviação) investigam o acidente com um Learjet 60 que caiu em Palm Beach, na Flórida, no domingo (1º.nov.2026). As 9 pessoas a bordo morreram. A aeronave era particular e seguia do Texas para as Bahamas.
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Nos minutos anteriores à queda, a tripulação informou aos controladores que voava a 35.000 pés de altitude, em meio a turbulência moderada e formação de gelo. A temperatura externa era de -47ºC. A piloto disse que o gelo estava sob controle, mas que a turbulência persistia. Com o início da precipitação, pediu autorização para subir a 37.000 pés, cerca de 11,3 km, e pouco depois declarou emergência.
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Na comunicação com os controladores, a piloto relatou que o avião estava em velocidade excessiva e descendo a 20.000 pés por minuto, aproximadamente 6 km por minuto. Em seguida, informou que a aeronave descia a 22.000 pés e estava inclinada a 60 graus. A tripulação alertou: “Vamos bater no chão”. A piloto repetiu a frase e mencionou a identificação “722 Bravo Delta”.
Dados de rastreamento do voo, segundo a Associated Press, indicam que a descida chegou a 30.000 pés — ou 9 km — por minuto, acima dos limites de projeto do Learjet 60. A aeronave também teria se inclinado bruscamente para a direita antes de atingir o solo. Um especialista em segurança da aviação ouvido pela agência afirmou que gelo e turbulência podem ter contribuído, mas ressaltou que vários fatores precisam ser apurados.
O jato decolou do Aeroporto Internacional Austin-Bergstrom, no Texas, às 9h36 no horário local (12h36 em Brasília). A queda ocorreu às 12h50 no horário local (14h50 em Brasília), em uma área residencial da região de Cresthaven, no condado de Palm Beach, perto da Military Trail, entre a Cresthaven Boulevard e a 10th Avenue North. O impacto abriu uma cratera no asfalto, espalhou pedaços do pavimento e provocou uma densa fumaça preta.
A copilota foi identificada como Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros. A mãe confirmou a identidade ao New York Post. De acordo com o jornal, Nathalia conseguiu a licença de piloto privado em 2023, aos 17 anos, antes de obter habilitação para dirigir. Ela começou aulas de aviação em 2020 e também aprendeu com o pai, que pilotava por hobby desde 2018.
Nathalia dizia que sonhava em se tornar pilota de linha aérea comercial. Nas redes sociais, usuários especularam que uma tempestade de raios ou uma supercélula, fenômeno de grande intensidade que atingiria 45.000 pés de altitude, poderia estar relacionada à queda. Essas alegações não foram apresentadas como conclusões da investigação. As causas do acidente seguem sob apuração do NTSB e da FAA.








