
EUA, Reino Unido e União Europeia reforçam orientações para manter suprimentos básicos em casa. (Foto: Instagram)
Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia ampliaram as recomendações para que as pessoas mantenham em casa água potável, alimentos e itens básicos para emergências. A campanha britânica Be Ready recomenda reservas para pelo menos 72 horas, enquanto nos EUA o projeto militar FORTRESS prevê autonomia de instalações de defesa por até 90 dias. As autoridades ressaltam que não há ameaça iminente de guerra ou apagão.
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Nas últimas semanas, planos para a segurança civil e a continuidade de infraestruturas críticas ganharam espaço nas comunicações governamentais. As orientações incluem reservas estratégicas para enfrentar possíveis interrupções no fornecimento de energia e água ou nos serviços de conectividade. Embora rumores sobre riscos iminentes circulem nas redes sociais, os órgãos públicos dizem que as medidas são preventivas e visam preparar a sociedade para eventos climáticos extremos, problemas nas cadeias de suprimentos e ciberataques.
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No Reino Unido, o Cabinet Office coordena a campanha nacional Be Ready, que orienta os lares a organizarem suprimentos para três dias de autonomia. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que a recomendação não incentiva compras por impulso ou pânico, mas propõe medidas sensatas para que cada residência tenha o necessário diante de uma situação difícil. Segundo ele, a preparação também pode ajudar a evitar que equipes de socorro sejam sobrecarregadas em uma calamidade.
O secretário de Defesa britânico, Wes Streeting, e o ministro de Estado para Segurança, Dan Jarvis, disseram que a população deve estar preparada para tempestades de inverno, incêndios florestais no verão e possíveis atos de sabotagem contra infraestruturas estratégicas atribuídos a potências estrangeiras hostis. Para o período de 72 horas, a lista recomenda 3 litros de água por pessoa por dia, totalizando 9 litros por indivíduo. Também inclui alimentos não perecíveis, como enlatados, castanhas e frutas secas, que não dependam de fogo ou refrigeração; lanternas e baterias reservas; rádio portátil a pilha ou manivela; e carregadores portáteis para celulares.
As recomendações britânicas incluem ainda um kit de primeiros socorros, medicamentos de uso contínuo, cobertores, agasalhos e dinheiro em espécie. Famílias com crianças pequenas devem considerar fórmulas e fraldas, e os estoques precisam incluir itens para animais de estimação. A orientação é revisar os produtos e seus prazos de validade a cada seis meses. O governo também recomenda que pessoas vulneráveis sejam registradas no Priority Services Register, cadastro que ajuda as distribuidoras de água, gás e energia a identificar residências que podem precisar de atendimento prioritário durante apagões.
Nos Estados Unidos, a discussão sobre preparação ganhou força após a divulgação, pela Fox News, do FORTRESS, projeto do Departamento de Defesa, o Pentágono. A iniciativa prevê que bases e instalações militares estratégicas operem por até 90 dias sem depender das redes civis de eletricidade, água, comunicações e combustíveis, como proteção contra ameaças assimétricas e ciberataques. O tema repercutiu entre civis, e figuras públicas e analistas, incluindo o ex-diretor adjunto do FBI Dan Bongino, defenderam reservas domésticas para 30 dias. Agências americanas lembram que estoques são recomendados há muito tempo diante de furacões e nevascas e afirmam que não há alerta de conflito generalizado ou apagão sistêmico em andamento.
