
Mais de 53,6 milhões de americanos já votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, que definirão o controle do Congresso e de governos estaduais. (Foto: Instagram)
Mais de 53,6 milhões de americanos votaram antecipadamente nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para terça-feira (3). O número, divulgado no domingo (1º) pelo Election Lab da Universidade da Flórida, supera os cerca de 46 milhões registrados em todo o processo eleitoral de 2022. Os votos enviados pelo correio ainda podem aumentar o total.
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Até o meio-dia de domingo, aproximadamente 29,8 milhões de votos haviam sido depositados presencialmente e 23,9 milhões enviados pelo correio. A votação presencial antecipada terminou naquele dia em estados como Nova York, após recordes de participação em diversas regiões. No Texas, mais de sete milhões já tinham votado; Geórgia e Carolina do Norte também registraram forte mobilização.
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A eleição definirá o controle de todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, de 35 vagas no Senado e de vários governos estaduais. O resultado estabelecerá o equilíbrio político em Washington pelos próximos dois anos. Embora não esteja na cédula, Donald Trump intensificou a campanha para ajudar os republicanos a manter a maioria no Congresso, transformando o pleito em um teste de seu segundo mandato.
No fim de semana, Trump participou de comícios em Iowa e Kansas, estados republicanos onde as disputas pelo Senado atraíram atenção nacional. Em Iowa, pediu votos para Ashley Hinson, candidata ao Senado, e Zach Lahn, que concorre ao governo estadual. Também apostou em eventos virtuais por telefone: nove estavam previstos para a segunda-feira (2). Às duas da tarde, no horário de Washington, tinha discurso marcado diante do Memorial Lincoln.
O otimismo da campanha contrasta com a avaliação do governo. Pesquisa Reuters/Ipsos concluída em 26 de outubro apontou que 32% dos adultos aprovavam o desempenho de Trump, perto do menor índice de seu segundo mandato. Entre eleitores registrados, 47% preferiam candidatos democratas ao Congresso e 36%, republicanos. O custo de vida preocupava 73% dos entrevistados, enquanto 46% dos democratas se diziam muito motivados a votar, ante 30% dos republicanos. A inflação e a alta dos combustíveis após o início da guerra com o Irã também pesavam no cenário.
Em Michigan, a deputada democrata Haley Stevens, derrotada por Abdul El-Sayed nas primárias, declarou apoio ao republicano Mike Rogers. A ruptura, anunciada dois dias antes da votação, ocorreu em meio a divergências sobre Israel e a guerra em Gaza. El-Sayed, americano de origem egípcia e muçulmano, acusa Israel de genocídio contra palestinos e critica o financiamento militar dos Estados Unidos ao país. Stevens também questionou a presença do comentarista Hasan Piker em eventos do candidato.
O apoio de Stevens foi criticado por lideranças democratas, incluindo Curtis Hertel e Chuck Schumer. El-Sayed disse preferir falar das políticas públicas e dos habitantes de Michigan. Trump elogiou Stevens, atacou El-Sayed e o associou a extremistas, sem apresentar evidências; lideranças democratas denunciaram as declarações como racistas e islamofóbicas. A disputa é estratégica: os democratas tentam conservar a cadeira de Gary Peters, que se aposenta, e El-Sayed poderá se tornar o primeiro senador muçulmano dos Estados Unidos. No cenário nacional, republicanos apostam na mobilização da base e em temas como imigração, segurança e economia; democratas buscam converter o descontentamento com o custo de vida, as tarifas e as políticas da Casa Branca em votos, inclusive entre eleitores latinos e asiático-americanos.








