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Menina de 4 anos é transferida de helicóptero para Fortaleza após picada de escorpião


Menina de 4 anos é transferida de helicóptero após picada de escorpião no Ceará (Foto: Instagram)

Uma menina de 4 anos foi transferida de helicóptero para Fortaleza no último sábado (31), após ser picada por um escorpião-amarelo em Boa Viagem, município onde mora com a família, a cerca de 220 quilômetros da capital. O quadro se agravou, e a criança precisou de atendimento especializado.
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A menina recebeu os primeiros cuidados em uma unidade de saúde de Boa Viagem. Com a piora do estado de saúde, o caso passou a ser classificado como acidente escorpiônico grave, e a equipe médica acionou o serviço aeromédico para levá-la a Fortaleza.
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Segundo a Secretaria da Segurança, a transferência foi necessária para que a criança recebesse soro antiescorpiônico e assistência especializada. O voo entre Boa Viagem e a capital durou cerca de 55 minutos. A operação mobilizou a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer).

Ao chegar a Fortaleza, a menina foi encaminhada ao Hospital Instituto Doutor José Frota. A unidade é referência no tratamento de picadas de escorpião e de acidentes com animais peçonhentos. Durante todo o deslocamento, profissionais do Samu Ceará que integravam a equipe de transporte prestaram assistência médica contínua.

Em comunicado, a Secretaria da Segurança informou que, diante da necessidade de administrar o soro antiescorpiônico e da urgência por cuidados especializados, a equipe médica acionou o serviço aeromédico para viabilizar a transferência da paciente à capital. O órgão também declarou que a criança foi acompanhada durante todo o percurso.

O escorpião-amarelo é a espécie mais comum no Ceará e pode entrar nas residências pela rede de esgoto, por soleiras de portas, janelas e fiação elétrica. De janeiro a julho de 2026, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do hospital IJF contabilizou 2.593 atendimentos presenciais e por teleatendimento relacionados a acidentes com escorpiões. Julho registrou o maior volume do período, com 445 casos.

Crianças menores de sete anos, idosos e pessoas com outras doenças precisam de atenção redobrada após uma picada, pois o quadro pode se agravar. Para reduzir o risco de acidentes, as recomendações incluem manter os ambientes limpos, evitar o acúmulo de lixo e entulho, vedar ralos e frestas, verificar calçados e roupas de cama antes de usá-los e controlar baratas, que servem de alimento para o animal.

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