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Polícia Civil investigará agente suspeito de vazar dados a Renato Cariani


Polícia Civil de SP apura se investigador repassou informações sigilosas a Renato Cariani (Foto: Instagram)

A Polícia Civil de São Paulo vai apurar se o agente André Dziuba repassou informações sigilosas de investigações ao empresário e influenciador fitness Renato Cariani. A Corregedoria Geral da corporação conduzirá o procedimento após acusações apresentadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

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Segundo a Promotoria, mensagens encontradas no celular de Cariani indicariam que o investigador compartilhava informações sobre diligências e fiscalizações ligadas aos setores de produtos químicos e suplementos. Dziuba também teria agido para dificultar uma investigação anterior contra o empresário.

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Nas alegações finais do processo, o MPSP afirma que a relação entre Cariani e Dziuba ia além do contato profissional. De acordo com a acusação, o investigador informava o influenciador sobre o andamento de apurações e repassava dados de fiscalizações. A Promotoria também sustenta que ele teria contribuído para esvaziar um inquérito anterior da Polícia Civil contra Cariani, arquivado em 2023.

As conversas analisadas pelos investigadores indicariam uma possível troca de favores. Segundo o Ministério Público, Dziuba teria pedido suplementos a Cariani para tratar um problema no joelho. O influenciador, por sua vez, forneceria informações e sugeriria empresas concorrentes para que fossem fiscalizadas pelo policial.

Em nota, a Polícia Civil informou que os fatos serão examinados em procedimento correcional próprio, sob responsabilidade da Corregedoria Geral. A corporação afirmou que fará oitivas, análises e diligências para verificar as circunstâncias do caso e declarou compromisso com a transparência, a legalidade e a apuração dos acontecimentos.

Até a publicação das informações, a defesa de André Dziuba não havia sido localizada para comentar as acusações.

O investigador é citado nas alegações finais em que o MPSP pediu a condenação de Renato Cariani e de outros dois réus, Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Conforme a acusação, o grupo teria participado do desvio de aproximadamente 12 toneladas de produtos químicos usados na produção de cocaína e crack. A Promotoria também aponta movimentações financeiras suspeitas próximas de R$ 2,5 milhões.

Cariani nega envolvimento no esquema. Em manifestação anterior, sua defesa disse ter recebido com naturalidade o pedido de condenação e afirmou confiar que o Judiciário reconhecerá a inocência do influenciador. O processo está na etapa das alegações finais da defesa, antes da sentença. Cariani responde à ação em liberdade e ainda não foi condenado.

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