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Tarcísio planeja mudanças em pelo menos três secretarias para acomodar aliados


Tarcísio de Freitas prepara mudanças em secretarias de São Paulo para acomodar aliados políticos. (Foto: Instagram)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve trocar os titulares de pelo menos três secretarias para acomodar partidos aliados. As mudanças devem atingir Turismo e Viagens, Esportes e Políticas para a Mulher, com anúncios previstos para as próximas semanas.

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Também estão previstas alterações na Casa Civil e no Meio Ambiente, por motivos distintos. No Palácio dos Bandeirantes, a equipe ainda procura alguém para substituir Eleuses Paiva (PSD) na Secretaria de Saúde, depois de o titular pedir para deixar o governo. Na eleição, Tarcísio contou com uma coligação de dez partidos, que lhe garantiu o maior tempo de rádio e TV na campanha.

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Além do Republicanos, integraram a aliança MDB, PL, Democrata, Avante, PSD, PRD, Solidariedade, União Brasil e PP. Atualmente, Turismo e Viagens está sob o comando de Ana Aidar, quadro técnico que assumiu em janeiro, após a saída de Roberto de Lucena (Republicanos). A tendência é que ela seja substituída por uma indicação do partido do governador, repetindo o modelo adotado no início da gestão.

Em Políticas para a Mulher, a expectativa é de uma indicação do PL. A pasta é chefiada pela delegada Adriana Liporoni, que assumiu o posto de Valeria Bolsonaro (PL). Ela deixou o cargo no fim do ano passado para concorrer à reeleição como deputada estadual. Já Esportes deve ficar com um nome do Republicanos ou do PSD: Helena Reis deixou a secretaria para disputar uma vaga de deputada estadual, e Claudia Carletto ocupa atualmente a função.

As negociações sobre o próximo mandato avançaram após o segundo turno da eleição presidencial. Tarcísio havia deixado as definições em segundo plano para se dedicar à campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Com isso, integrantes técnicos que poderiam ir para Brasília caso o candidato do PL vencesse devem permanecer no governo, entre eles o secretário de Educação, Renato Feder.

Uma das mudanças de maior destaque deve ocorrer no núcleo central da gestão. Natalia Resende, atualmente responsável por Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, deve assumir a Casa Civil, posto de primeiro escalão mais próximo do governador. Ela substituirá Nerylson Lima, que ocupa o cargo desde março deste ano. Tarcísio costuma elogiá-la, chamando-a de “supersecretária”, e a escolheu para participar da coordenação do programa de governo do próximo mandato.

Roberto Carneiro deve continuar à frente da Secretaria de Governo e Relações Institucionais. Presidente estadual do Republicanos em São Paulo, ele ocupa a função desde o início deste ano, após a saída de Gilberto Kassab (PSD). Kassab concorreu como vice na chapa de Ronaldo Caiado (PSD) e não deve voltar ao Palácio dos Bandeirantes.

Na semana passada, Tarcísio admitiu que poderia disputar a Presidência em 2030, mas condicionou essa possibilidade ao resultado de seu segundo mandato no governo paulista. “A gente tem que ver qual é o cenário do momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade [de disputar a presidência]”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo.

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