
A defesa de Daniel Vorcaro informou que apresentou petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra a prisão preventiva do fundador do Banco Master. (Foto: Instagram)
A defesa de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, informou nesta 2ª feira (2.nov.2026) que apresentou uma petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra a prisão preventiva do ex-banqueiro. Os advogados pedem que o Estado brasileiro seja responsabilizado internacionalmente pelo que classificam como violações de direitos de Vorcaro.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A defesa afirma que não busca discutir o mérito das investigações nem substituir a Justiça brasileira. Segundo os advogados, a iniciativa pretende garantir direitos previstos na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, da qual o Brasil participa desde 1992, entre eles o direito a uma decisão judicial sobre a liberdade em prazo razoável e a tratamento compatível com a dignidade humana.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Os representantes de Vorcaro dizem que recorrer à comissão não é um gesto contra as instituições brasileiras. Afirmam que o recurso é um mecanismo reconhecido pelo próprio país ao aderir à Convenção e destinado a situações em que, na avaliação da defesa, as vias internas deixam de funcionar.
Na petição, os advogados pedem o encerramento da prisão preventiva, com a imposição de restrições, e solicitam que um juiz competente analise o pedido de liberdade em até 5 dias. Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março.
A defesa alega que, durante esse período, o ex-banqueiro não descumpriu nenhuma decisão judicial. Também afirma que a Justiça brasileira não reavaliou a prisão preventiva após 90 dias. Os advogados relacionam a situação à crise no Supremo Tribunal Federal e dizem que o caso Master está sem um relator.
Segundo a petição, por tramitar na mais alta corte do país, o caso não permite recurso a uma instância superior. Os advogados sustentam que não se trata apenas de demora: afirmam que Vorcaro está preso e que, há mais de 40 dias, não há decisão sobre o pedido de liberdade, o que, na avaliação deles, representa uma negativa de acesso à Justiça.
Na 5ª feira (29.out), o presidente do Supremo, Edson Fachin, determinou que as investigações relacionadas ao Master permanecessem sob sua relatoria temporária por 90 dias, contados a partir de 12 de setembro. Os processos haviam sido retirados do ministro André Mendonça durante a crise.
