
Agente da PF relata mensagens hostis pelo rádio durante o transporte de Lula a Curitiba, em 2018. (Foto: Instagram)
Jorge Chastalo Filho, agente da Polícia Federal que acompanhou a operação de transporte de Lula para a prisão em Curitiba, relata que mensagens hostis foram transmitidas pelo rádio durante o voo. O episódio é contado no livro Banho de Sol, que chega ao público nesta terça-feira (3).
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Entre as frases ouvidas na frequência da aeronave, segundo Chastalo, estava a sugestão de que Lula fosse jogado pela janela. As manifestações teriam sido feitas por pessoas que interferiram na comunicação do helicóptero e foram repreendidas pelo comandante.
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O episódio aconteceu em abril de 2018, durante o trajeto entre o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e a sede da Polícia Federal, em Curitiba. A viagem durou aproximadamente 15 minutos. Chastalo afirma que o comandante pediu respeito ao trabalho da tripulação e solicitou que as transmissões fossem limitadas ao que fosse necessário.
Uma controladora de voo também advertiu os responsáveis pelas mensagens de que as comunicações eram gravadas e poderiam ser usadas para identificar quem havia feito as manifestações. O relato descreve uma interferência hostil na frequência, seguida da reação dos profissionais encarregados do transporte, e não uma ordem oficial da operação.
Quando Lula chegou à sede da Polícia Federal, policiais já o aguardavam para levá-lo rapidamente para dentro do prédio. A medida reduziu o tempo em que ele permaneceria em áreas descobertas.
A obra também relata os preparativos para a chegada do preso. De acordo com Chastalo, a equipe elaborou quatro possibilidades para executar a operação e ensaiou procedimentos de segurança nos dias anteriores ao transporte.
Conhecido nas redes sociais como “Hilbert da Federal”, Chastalo acompanhou o cotidiano de Lula durante os 580 dias em que ele permaneceu na unidade. O livro reúne lembranças da operação, conversas e detalhes da rotina do ex-presidente sob custódia. Publicado pela WMF Martins Fontes, Banho de Sol tem 592 páginas e apresenta a perspectiva de um dos agentes responsáveis pela segurança de Lula naquele período.
