
Funcionária paga compras de mãe que não tinha como alimentar a filha (Foto: Instagram)
Gina Coleman não tinha como pagar os alimentos para a filha pequena no supermercado Longo’s, em East Gwillimbury, na província de Ontário, no Canadá. A atendente Ada Everingham, que mora em Newmarket, pagou a conta, de aproximadamente 150 dólares canadenses, cerca de R$ 600. A família vivia em um abrigo da Yellow Brick House e depois conseguiu uma moradia em Belleville. Gina contou ao AuroraToday que considerou a ajuda “um milagre”.
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A mãe estava com a filha quando chegou ao caixa e descobriu que os cartões de vale-compras que havia recebido para comprar alimentos não eram aceitos naquela rede. Sem dinheiro para cobrir o valor, Gina ficou desesperada e constrangida. Ela explicou ao AuroraToday que não sabia como resolver a situação: “Fiquei constrangida. Não tenho dinheiro para pagar. Pensei: ‘O que eu faço agora?’”, lembrou.
Ada Everingham percebeu o problema e se ofereceu para pagar as compras com o próprio cartão de débito. Assim, Gina e a filha puderam levar os alimentos em vez de sair do supermercado de mãos vazias. A mãe não segurou as lágrimas diante da atitude da funcionária e descreveu o gesto como “um milagre”. Para Gina, a ajuda significou mais do que o valor da conta.
A mãe também falou sobre o efeito que as dificuldades financeiras podem ter na forma como uma pessoa se vê. Segundo Gina Coleman, quem enfrenta problemas com dinheiro pode começar a questionar o próprio valor e a se preocupar com o julgamento de outras pessoas. Ela afirmou que, apesar das notícias sobre coisas ruins, gestos de generosidade também acontecem: “As pessoas ouvem falar de tantas coisas horríveis que acontecem, mas também existem coisas maravilhosas por aí”.
A atitude de Ada Everingham se relacionava à própria infância. Quando era criança, ela e a mãe enfrentaram dificuldades para conseguir alimentos e precisaram recorrer a cartões de vale-compras. Por conhecer aquela situação, Ada decidiu ajudar ao notar o constrangimento de Gina. “Eu simplesmente pensei que teria gostado se alguém tivesse feito isso por mim também”, contou. Ela disse ainda: “Fazer uma boa ação não é o fim do mundo, e ver a reação dela me fez chorar”.
Depois do ocorrido, Gina entrou em contato com o atendimento ao cliente do Longo’s para relatar o que Ada havia feito e agradecer pela generosidade. A funcionária também se emocionou ao saber o significado que o gesto teve para a mãe. Gina e a filha, que estavam em um abrigo da organização Yellow Brick House, foram contempladas por um programa de habitação transitória e se preparavam para se mudar para uma casa em Belleville, também em Ontário, no próximo dia 16 de novembro.
A nova moradia representa uma mudança importante para as duas depois de um período de dificuldades. Gina contou que ela e a filha sempre precisavam dormir juntas e comemorou que a menina teria a própria cama: “Minha filha e eu sempre tínhamos que dormir juntas, e agora ela tem a própria cama”. O programa de habitação transitória oferece uma alternativa de moradia para pessoas e famílias que precisam reconstruir a vida depois de situações de vulnerabilidade.








