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Cearense de 24 anos conquista ouro mundial de Física e bate recorde brasileiro


Cearense conquista ouro e alcança melhor resultado brasileiro na Physics Cup (Foto: Instagram)

Vinícius Ferreira Rodrigues, de Fortaleza, ficou em terceiro lugar na categoria universitária da Physics Cup 2026 e conquistou medalha de ouro. O resultado, divulgado em 22 de outubro, foi o melhor de um brasileiro na história da competição, que teve 2.165 participantes de 104 países. Vinícius ficou atrás apenas de Joshua Wang, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e Vaibhav Vasudevan, do United Institute of Technology, da Índia, que receberam medalhas de platina. Ele faz pós-graduação na Universidade de Iowa e pesquisa Física da Matéria Condensada, sob orientação do professor Denis Candido; sua trajetória também passou pelo Colégio Master, pela Universidade de São Paulo (USP) e por olimpíadas científicas. A competição é organizada pela Universidade de Tecnologia de Tallinn, na Estônia, e Vinícius falou sobre a conquista ao G1.
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A participação na Physics Cup é mais um marco de um percurso que começou em Fortaleza, ainda no ensino médio. Vinícius espera que seu resultado motive outros brasileiros a seguir carreira científica. Em 2015, ele entrou em uma turma de preparação para olimpíadas no Colégio Master e, naquele mesmo ano, ganhou ouro na Olimpíada Brasileira de Física. A medalha aumentou seu interesse pela área. Em 2019, conquistou ouro na Olimpíada Ibero-Americana de Física; no ano seguinte, recebeu prata na Olimpíada Internacional de Física.

Depois de concluir o ensino médio, Vinícius se mudou para São Carlos, no interior de São Paulo, para cursar Física Computacional na Universidade de São Paulo. Durante a graduação, teve acesso a auxílios de assistência estudantil e a uma bolsa de iniciação científica. Concluiu o curso em dezembro de 2024 e, em agosto de 2025, começou a pós-graduação na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, com financiamento integral e bolsa de mérito. Atualmente, integra um grupo de pesquisa em Física da Matéria Condensada, orientado pelo professor Denis Candido.

A Physics Cup é uma competição internacional pela internet, que reúne estudantes do ensino médio e universitários de vários países para resolver problemas complexos de Física. Na edição de 2026, os desafios foram apresentados ao longo de vários meses: o torneio começou em outubro de 2025, e o prazo para enviar a última solução terminou em maio de 2026. Os participantes precisam explicar detalhadamente o raciocínio usado para chegar às respostas. A avaliação considera tanto a qualidade das soluções quanto a rapidez na resolução.

Os competidores mais bem colocados recebem medalhas de platina, ouro, prata e bronze, além de menções honrosas. Vinícius resolveu os cinco problemas propostos e teve uma das soluções escolhida entre as melhores daquela edição. Ele acompanha a Physics Cup desde 2017 e participou pela primeira vez em 2019, quando ainda cursava o ensino médio e conquistou bronze. Em 2025, voltou à disputa e recebeu uma menção honrosa; um ano depois, alcançou o ouro e o terceiro lugar entre os universitários.

A Universidade de Iowa publicou uma homenagem ao estudante em 29 de outubro. Além de comemorar o resultado, Vinícius ressaltou a importância de ampliar as oportunidades para brasileiros interessados em ciência. Ele planeja concluir o mestrado e depois fazer doutorado em Física. Entre as possibilidades para o futuro, considera trabalhar com tecnologia, desenvolver soluções científicas e atuar como pesquisador ou professor. Para ele, o desempenho evidencia o potencial dos estudantes brasileiros quando têm oportunidades de formação.

Em declaração ao g1, Vinícius afirmou que se dedicou por horas e dias, enfrentando esforço e dores de cabeça para dar o melhor de si. Também disse que, embora hoje tenha alcançado o melhor resultado brasileiro na competição, o investimento adequado em educação pode fazer com que conquistas desse tipo se tornem comuns no país. A medalha é, assim, o resultado de anos de participação em disputas científicas e, segundo o estudante, pode ajudar a inspirar novos cientistas brasileiros.

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