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Copilota de 20 anos morta em queda de jato nos Estados Unidos tinha família brasileira

Copilota de 20 anos morta em queda de jato nos Estados Unidos tinha família brasileira (Foto: Reprodução/Threads)

A copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, está entre as nove pessoas que morreram na queda de um jato particular no domingo (1º), em Greenacres, na Flórida, nos Estados Unidos. A jovem, que havia conquistado sua licença de piloto aos 17 anos, integrava a tripulação de um Learjet 60 que seguia do Texas para as Bahamas. O acidente aconteceu em uma área residencial e está sendo investigado pelas autoridades norte-americanas.

Segundo informações divulgadas pelo G1, pela CNN e pela BBC News Brasil, Nathalia começou a pilotar aviões antes mesmo de aprender a dirigir um carro. Apesar da idade, já acumulava mais de 1.300 horas de voo quando ocorreu o acidente.

A jovem estava na cabine ao lado do comandante Jeff Gregory, de 55 anos. Durante os últimos minutos do voo, foi Nathalia quem manteve contato com o controle de tráfego aéreo, relatando problemas enfrentados pela aeronave. As gravações registraram os pedidos de ajuda da copilota antes da interrupção da comunicação. Logo após declarar a emergência, Nathalia alertou: “Vamos colidir contra o solo, 722 Bravo Delta”.

Antes do pedido de socorro, a copilota havia informado que o avião enfrentava formação de gelo e turbulência moderada. Ao perceber uma mudança nas condições do voo, comunicou ao controlador: “Agora estamos entrando em uma zona de precipitação”.

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Nathalia também solicitou autorização para ganhar altitude. Pouco depois, a aeronave começou a perder altura rapidamente, e a jovem informou que a velocidade de descida havia chegado a “10 mil pés por minuto”, o equivalente a aproximadamente três mil metros por minuto. A situação se agravou nos instantes seguintes. “Estamos em uma situação de excesso de velocidade e descendo a 20 mil pés por minuto”, comunicou a copilota.

Após os últimos registros de sua voz, o controlador tentou restabelecer a comunicação. “November 2 Bravo Delta, vocês me ouvem?”, perguntou, sem receber resposta.

A morte da jovem também mobilizou informações sobre sua ligação com o Brasil. De acordo com as reportagens, Nathalia era filha de brasileiros. Ao BBC News Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que ainda não havia recebido solicitação de assistência por parte da família. O Itamaraty declarou que “permanece à disposição para prestar a assistência consular devida, caso solicitada”.

Além de Nathalia e do comandante Jeff Gregory, outras sete pessoas morreram no acidente. Entre elas estavam o empresário de tecnologia Adam Robinson, sua esposa, Helen Sharp, e os filhos do casal, Emma, de 4 anos, e Charlie, de 2, e a babá Anita Maria.

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Segundo a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), o Learjet 60 havia partido de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A queda ocorreu por volta das 12h50 no horário local, aproximadamente 14h50 em Brasília, a cerca de 14 quilômetros de Mar-a-Lago, propriedade do presidente Donald Trump no condado de Palm Beach.

Os dois tripulantes e os sete passageiros morreram. Um homem que estava nas proximidades do local da queda sofreu um ferimento na perna.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) investiga as circunstâncias do acidente. Entre os pontos analisados estão a possibilidade de desprendimento de partes da aeronave antes do impacto e a influência das condições meteorológicas, incluindo a formação de gelo e a turbulência relatadas durante o voo.

Até a divulgação das informações, o órgão ainda não havia apresentado uma conclusão sobre a causa da queda.

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